Claramente a nota baixa aqui no site é por causa de um boicote de pessoas que se deixam cegar pelo tão disseminado ódio pela esquerda que voltou a ser comum atualmente.
É justamente por isso que esse livro tem uma importância fundamental pra história brasileira, tanto na época em que foi escrito quanto atualmente, uma vez que retrocedemos muito nesses últimos anos.
É preciso ter muita coragem e ideais fortes para ser revolucionário. Para lutar contra a ditadura, é necessário se organizar e criar suas próprias estratégias, as quais Marighella compartilha nesse manual. Infelizmente, um sistema tão cruel não será destruído apenas com diálogo e é lamentável o quanto de gente aqui confunde ou até mesmo inverte a reação do oprimido com a violência do opressor. Não consigo entender quem não deseja que o poder pertença ao povo...se você não faz parte do 1% milionário/bilionário/que dita as regras, meu amigo, sinto lhe informar, mas você é só um manipulado que foi feito de otário e defende quem te explora...
Pergunte-se sempre qual o objetivo das pessoas agirem da forma que agem. Digo isso pois de um lado, há a violência em prol da manutenção de um sistema violento e opressor, do outro, há uma violência visando a revolução e a mudança para um sistema igualitário. Os militares torturavam quem era contra a ditadura sem dó, vocês acham que os guerrilheiros conseguiriam lutar contra eles dando flores? A violência policial é até hoje banalizada, naturalizada e até incentivada por quem não se importa com o povo. Já nesse manual a intenção de não ferir o povo é bem clara. Quem não vê as diferenças entre as violências é porque não quer e não querem que você veja mesmo. Queremos paz, mas a paz não existe de fato nesse sistema, então queremos paz, mas antes, a revolução.
"O guerrilheiro urbano está envolvido na ação revolucionária a favor do povo e
busca nela a participação das massas numa luta contra a ditadura militar e para a
libertação do país."