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    Paula -

    Isabel Allende

    Debolsillo
    2010
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-10: 9871138857
    Espanhol
    4.4
    50 avaliações
    Leram89Lendo17Querem54Relendo1Abandonos1Resenhas2
    Favoritos3Desejados54Avaliaram50

    Junto al lecho en que agonizaba su hija Paula, la narradora chilena escribió la historia de su familia y de sí misma con el propósito de regalársela a Paula cuando ésta superara el dramático trance. El resultado se convirtió en un autorretrato de emotividad y en una recreación de la sensibilidad de las mujeres.

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    Resenhas (2)Ver mais
    Letícia Mota  picture
    Letícia Mota 10/02/2024Resenhou um livro
    4.5 (Muito bom)

    📖 "Você quer viver, Paula? Você passou a vida procurando a união com Deus. Quer morrer? Talvez já tenha começado a morrer." ✍🏻 Quando começo a ler um livro, raramente sei do que se trata. É muito improvável que eu leia sinopses, a única coisa que me guiava era essa estranha atração por Allende, mulher chilena e feminista, que decidiu escrever para sua filha em coma. Foi meu primeiro livro da Isabel, encontrei-o disponível na assinatura do Kindle Unlimited e decidi que seria essa a minha primeira leitura de uma escritora que marcou tantas gerações de leitores latinoamericanos: não poderia estar mais satisfeita. 📚 O livro é dividido em três longos capítulos e possui dois fios narrativos; em um, Isabel conta da sua vida desde os seus mais remotos antepassados e, no outro, relata os dias de horror no corredor do hospital madrileño em que sua filha esteve em coma por conta da Porfiria herdada de seu pai. Os fios se enredam e criam uma narrativa única, sensível e emotiva. 🕊️ Apesar de tocar em temas tão fortes como morte, abuso, violência e ditadura, Allende consegue manter um fluxo leve e até cômico em sua escrita. Faz pontuações divertidas sobre a linhagem masculina de sua família tradicional chilena e como, desde sempre, subverteu o que se esperava de uma mulher em sua sociedade. O livro - como aponta a própria autora - é uma jornada de autoconhecimento e autoescrita, em que ela revela segredos profundamente enterrados no seu âmago. ✒️ "O problema da ficção é que ela precisa ser verossímil, enquanto a realidade poucas vezes consegue sê-lo." 🇨🇱 O livro foi um 4½ de 5 para mim. A divisão em três longos capítulos não é do meu total agrado, prefiro uma divisão um pouco mais seccionada, embora faça sentido pra história. Ao final, achei que a narrativa se arrastou um pouco, ainda que eu ache essa uma escolha estética como representação do sofrimento contínuo de uma mãe enquanto perde sua filha; apesar de entender todos os motivos, essas coisas tornaram minha leitura um pouco menos prazerosa. Não vejo a hora de revisitar o universo de Allende novamente.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 50
    • 5 estrelas48%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas14%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%
    Isabel Allende Llona profile picture

    Isabel Allende Llona

    Isabel Allende nasceu em 2 de agosto de 1942, em Lima, no Peru, onde o seu pai diplomata se encontrava em trabalho. No entanto, a sua nacionalidade é chilena, tendo-se tornado cidadã norte-americana em 2003. É filha de Tomás Allende, funcionário diplomático e primo-irmão de Salvador Allende, e de Francisca Llona. A autora estudou Jornalismo, trabalhando como colunista e redatora, também escrevendo obras infantis e teatrais. No ano de 1962, casou-se com Miguel Frias, pai de seus dois filhos, Paula e Nicolás. Logo após o golpe militar que “derrubou” o presidente de esquerda Salvador Allende, seu tio, do poder, Isabel e sua família se mudaram para a cidade de Caracas, capital da Venezuela. É lá que se dá o pontapé de sua produção literária.

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    Isabel Allende Llona