Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas7
    • Leitores594
    • Similares4
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    68 contos (Coleção Listrada) -

    Raymond Carver

    Companhia das Letras
    2010
    712 páginas
    23h 44m
    ISBN-13: 9788535917130
    Português Brasileiro
    4.5
    76 avaliações
    Leram118Lendo38Querem426Relendo2Abandonos10Resenhas7
    Favoritos20Desejados426Avaliaram76

    Esta coletânea reúne grande parte dos contos de Raymond Carver, um dos maiores ficcionistas americanos do século XX. Dispostas em ordem cronológica, as narrativas acompanham a trajetória do escritor, cheia de percalços pessoais, crises familiares e problemas relacionados ao alcoolismo e à falta de dinheiro. Mesmo após a morte do escritor americano Raymond Carver, em 1988, a importância de sua obra não para de crescer no meio literário internacional. Mas embora ele seja cada vez mais frequentemente saudado como "o novo Tchekhov", isto é, um novo mestre do conto, sua obra permanece publicada de forma dispersa em quase todos os países do mundo. Para que esse paradoxo editorial acabe de uma vez por todas no Brasil, a Companhia das Letras lança 68 contos, a mais ampla reunião das histórias de Carver existente fora dos Estados Unidos. A seção inicial do volume reúne cinco narrativas feitas entre 1960 e 1967. Em seguida, vêm os dois primeiros livros de Carver: Você poderia ficar quieta, por favor?, de 1976, e Do que estamos falando quando falamos de amor, de 1981. Mais adiante, estão os contos incluídos em Fogos, de abril de 1983, uma miscelânea de ficção, poesia e ensaística. Surge então sua obra-prima, Catedral, que saiu em setembro do mesmo ano. Por fim, na seção Contos recolhidos, encontram-se cinco histórias dos anos 1980, que permaneceram inéditas em livro até 2001. As narrativas permitem, juntamente com os subsídios fornecidos na introdução assinada por Rodrigo Lacerda, que os leitores finalmente entendam a grande polêmica que paira sobre a literatura do mestre do conto americano: a forte intervenção de seu editor, Gordon Lish, em um de seus livros mais famosos, Do que estamos falando quando falamos de amor. Para compreender essa polêmica, este volume oferece ao leitor brasileiro a chance de, em alguns casos especialmente eloquentes, comparar duas versões de um mesmo texto, uma escrita com e outra sem a interferência de Lish. Para os aficcionados, esse exercício comparativo se completa com o livro Iniciantes, já lançado pela Companhia das Letras em 2009, no qual todas as histórias de Do que estamos falando quando falamos de amor reaparecem integralmente restauradas conforme os originais de Carver. Mas é sobretudo aos leitores em geral que esse lançamento se dirige, e a eles 68 contos reserva o olhar incrivelmente poético do escritor sobre as cidades periféricas dos Estados Unidos e sua população de "caipiras de shopping center", personagens traumatizados pela exclusão, em luta consigo mesmos, mas de uma generosa humanidade. Graças à aguda percepção que Carver possuía do mundo material, em suas histórias emoções vastas são comprimidas em episódios cotidianos, com naturalidade de tom e irrestrita solidariedade com as fraquezas humanas.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (4)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (7)Ver mais
    Alan Martins picture
    Alan Martins14/09/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Arte inspirada numa vida

    Raymond Carver foi um contista e poeta estadunidense. Nasceu no Oregon em 1938, vindo a falecer em Port Angeles, Washington, no ano de 1988, vítima de um câncer de pulmão. Apesar de sua carreira ter sido breve, conseguiu gravar seu nome nas Letras de seu país. Ficou conhecido, sobretudo, pelo seu estilo de escrita minimalista, que sofreu grande influência de Ernest Hemingway. Vários outros fatores influenciaram a escrita de Carver, como veremos a seguir. VIDA QUE SE TORNA ARTE Quando jovem, Raymond Carver não dispunha de muito tempo livre para estudos ou diversão. Tornou-se pai com apenas vinte anos, logo após se casar com sua primeira esposa, Maryann Burk. A responsabilidade veio cedo. Para sustentar a família, ambos trabalhavam. Carver teve inúmeros empregos, as dificuldades do casal eram numerosas, trocavam de cidade constantemente. Todavia, depois de vários anos e mudanças, alcançou seu objetivo de concluir uma faculdade. Parecia que as coisas melhorariam. O futuro escritor aprendeu sobre literatura nos diversos campus pelos quais passou, e também conheceu pessoas notáveis. A mais importante delas talvez tenha sido o editor Gordon Lish, peça fundamental para seu estilo minimalista. Seu primeiro livro de contos, "Você poderia ficar quieta, por favor?", publicado em 1976, recebeu críticas mistas. Um início animador, contudo, a vida de Carver nunca foi linear. Passou por problemas com o álcool, tabaco e outras drogas. Seu casamento declinou, principalmente após conhecer a poeta Tess Gallagher, com quem viveu de 1979 até sua morte. Entre altos e baixos, a nova década começou bem. A antologia Catedral, de 1983, finalista do Prêmio Pulitzer do ano seguinte, é considerada o ápice de Raymond Carver. Infelizmente o autor faleceu em seu melhor momento, ainda jovem. Entretanto, seu legado é inegável. Analisando os fatos, a razão de o autor ter se encontrado na ficção curta fica evidente: tinha um emprego fixo, filhos para cuidar e escassez de tempo para escrever. Um bom romance leva meses ou anos para ser composto; nesse mesmo intervalo ele poderia escrever vários contos. OS 68 CONTOS O livro reúne os contos presentes nas obras "Você poderia ficar quieta, por favor?", "Do que estamos falando quando falamos de amor", "Fogos" e "Catedral", assim como narrativas recolhidas individualmente, de nenhuma coletânea em específico. Os editores buscaram organizar a distribuição das histórias por ordem cronológica. Aquilo que Raymond Carver aprendeu a respeito de literatura, o principal, foi na academia. E ele fez uso do mantra “escreva sobre aquilo que você conhece”. Seus personagens são pessoas da classe trabalhadora, que passam por dificuldades financeiras, problemas conjugais, levando uma vida comum. Temas com os quais qualquer leitor é capaz de se relacionar. Falar em minimalismo literário é falar em escrever sem grandes detalhes, sem enrolar, sem rebuscar. O autor tinha essa visão, mas Gordon Lish possuía outra, ainda mais radical. Em muitos momentos Carver pesa no minimalismo, todavia, por influência de Lish. Ambos chegaram a se desentender, pois o editor cortava trechos enormes dos contos que recebia. Precisaram encontrar equilíbrio para manter a amizade. Textos prolixos me cansam, porém, o minimalismo exagerado me desagrada. Várias das narrativas são secas, terminando de maneira abrupta, parecendo dizer nada. Não que sejam repletas de significados ocultos, porque não são. Simplesmente a maioria falhou em despertar sentimentos em mim. Há alguns contos excelentes, poucos. Carver, além disso, costumava reescrever seus textos e publicá-los sob outros títulos, motivo de certos contos apresentarem semelhanças. São, afinal, versões diferentes da mesma obra. Embora os assuntos abordados ao longo das sessenta e oito histórias sejam de fácil assimilação, o American way of life se faz presente. É uma percepção minha em vários autores estadunidenses da segunda metade do século XX, um tipo de literatura “americana” demais. SOBRE A EDIÇÃO Publicado em 2010, "68 contos de Raymond Carver" encontra-se esgotado. Trata-se de um escritor pouco difundido no Brasil, o que pode justificar a pequena quantidade de reimpressões desta antologia (reunião quase que completa de sua ficção curta). No momento só é possível encontrar a edição física em sebos, a preços estratosféricos. Adquirir a edição digital acaba sendo a opção mais viável. Li a versão Kindle, que, aliás, é ótima, bem editada e formatada. Tradução de Rubens Figueiredo, profissional de prestígio e vencedor de diversos prêmios, que já verteu nomes renomados da literatura universal. CONCLUSÃO Nos Estados Unidos Raymond Carver é famoso e influente. Chegou a ser chamado de "o novo Tchekhov". A comparação, a meu ver, é muito mais pelo estilo suscinto do que pela genialidade. Inclusive o mestre russo lhe serviu de inspiração. Carver é bom, tem valor acadêmico e estilístico, mas Anton Tchekhov é monstro! No meio de sessenta e oito histórias há algumas pérolas, pena que representam a menor parte. O exagero no minimalismo é prejudicial, deixando os textos secos, duros, sem graça. Não rolou uma conexão entre mim e os contos, nem vontade de relê-los. Vale a pena? Por que não?! Talvez ler aos poucos seja melhor do que ler tudo direto de uma vez (o que eu acabei fazendo). De um jeito ou de outro, acredito que minha impressão continuaria a mesma. Visite o blog para ler outras resenhas!

    32 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 76
    • 5 estrelas55%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas11%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Raymond Clevie Carver, Jr. profile picture

    Raymond Clevie Carver, Jr.

    Carver estudou por um tempo com o escritor e teórico John Gardner na Chico State College em Chico, Califórnia. Publicou um grande número de contos em diversos periódicos, incluindo The New Yorker e Esquire, contos que mais tarde foram reunidos em livros. Suas histórias têm sido incluídas nas mais importantes coleções norte-americanas, como Best American Short Stories and O. Henry Prize Stories. A escrita de Carver é normalmente associada ao minimalismo. Seu editor na Esquire, Gordon Lish, foi fundamental neste processo. Por exemplo, quando Gardner aconselhava Carver a usar 15 palavras ao invés de 25, Lish aconselhava Carver a usar 5 no lugar de 15. Durante este tempo, Carver também submeteu suas poesias a James Dickey, então editor de poesia da Esquire.

    24 Livros
    34 Seguidores
    Oregon, EUA

    Raymond Clevie Carver, Jr.