Os Médicos da Morte é um extenso estudo histórico de autoria do historiador Philippe Aziz onde são descritos com detalhes chocantes os crimes cometidos por médicos nazistas que se tornaram conhecidos como "médicos da morte": Joseph Mengele, Carl Clauberg, Herta Oberheuser, Aribert Heim e Eduard Wirths.
O autor reuniu testemunhos de sobreviventes, confissões de médicos da SS e documentos históricos que não foram destruídos pelos nazistas, resultando um relato detalhado sobre a fisosofia macabra que corrompeu a medicina sob o regime.
Joseph Mengele (Auschwitz) foi responsável por experimentos com gêmeos, injeções com substâncias químicas, tentativas de manipular características físicas e genéticas.
Carl Claubert (Auschwitz e Ravensbrück) aplicava injeções letais e realizava experimentos em mulheres prisioneiras, incluindo mutilações para testar tratamentos.
Aribert Heim (Mauthausen), apelidado de "Dr. Morte", realizava operações sem anestesia e injetava substâncias tóxicas diretamente em órgãos vitais.
Eduard Wirths (Auschwitz) supervisionava práticas médicas e autorizava experimentos, mantendo relatórios sobre prisioneiros.
Aziz enfatiza que esses médicos não eram figuras isoladas, mas parte de uma estrutura institucionalizada, onde a ciência foi corrompida para servir ao projeto de extermínio. Ele mostra como relatórios, protocolos e até debates “científicos” eram usados para legitimar atrocidades.