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    A Maligna - Vida e Amores de Uma Mulher-Demônio

    Fay Weldon

    Art Editora
    1986
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.2
    9 avaliações
    Leram12Lendo1Querem21Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados21Avaliaram9

    Uma mulher maligna, uma fêmea demoníaca. Muito mais do que simples descrição, isto quer dizer na maior parte das vezes violência, desespero, esperteza e outras qualidade atribuidas ao demônio, sempre de forma extrema e excessiva. Ruth nunca poderia acreditar que fosse uma mulher-demônio...

    Resenhas (2)Ver mais
    Joice (Jojo) Antonelli picture
    Joice (Jojo) Antonelli10/09/2014Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um dos filmes que mais gostava na "Sessão da Tarde", da TV Globo, era "Ela é o diabo", protagonizado por Meryl Streep e Roseanne Barr. Vários anos depois, descubro que o filme foi baseado em um livro de uma das minhas autoras favoritas, Fay Weldon, lançando-me a uma caça (bem-sucedida) pelo livro. Muitos dizem que Fay Weldon é uma escritora feminista. Talvez ela aceite esse rótulo, mas, para mim, ela é acima de tudo uma escritora ácida e muito inteligente, capaz de extrair ótimos diálogos de situações corriqueiras. Em "A Maligna", assim como no filme, Ruth é a feia esposa de um contador ambicioso e muito bonito, que acaba por abandoná-la para ficar com Mary Fisher, uma escritora de romances baratos (dá para perceber que a autora não curte muito o estilo Danielle Steel). Assim como no filme, Ruth coloca fogo na casa e deixa os dois filhos com o pai e a amante dele para iniciar seu processo de vingança. Todavia, enquanto no filme o único objetivo de Ruth é vingar-se do marido (roubando dele casa, carreira e liberdade), no livro a trajetória de Ruth vai além. Só para se ter uma ideia todo o filme baseia-se apenas numa das fases da vingança de Ruth (além de conceder a Mary Fisher um final muito mais simpático). Ruth é uma mulher em processo de reinvenção, que busca deixar a "mulher" de lado e aproximar-se do lado demônio que ela acredita ter. Nesse processo, ela adota vários nomes - Vesta Rose, Polly Patch, Georgiana Tilling, Molly Wishant, entre outros - tudo como meios de alcançar seus objetivos de destruir o marido e Mary Fisher. A obsessão dela por Mary Fisher, aliás, é algo que realmente merece uma análise mais profunda, como se apesar de todos os poderes de mulher-demônio o que Ruth mais quer é ser como a rival. Discussões filosóficas a parte, o livro também diverte. Adoro a escrita ácida de Fay Weldon; a forma como ela debocha dos próprios personagens e dos padrões da sociedade é libertador. Continuarei achando o filme um dos mais divertidos da "Sessão da Tarde", mas definitivamente o livro oferece muito mais elementos com os quais pensar e rir. Recomendo!

    3 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 9
    • 5 estrelas33%
    • 4 estrelas33%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Fay Weldon profile picture

    Fay Weldon

    Fay Weldon CBE (nascida em 22 de Setembro de 1931) é uma romancista britânica, escritora de contos, teatróloga e ensaísta, cujo trabalho tem sido associado ao Feminismo. Na sua ficção, Weldon tipicamente retrata mulheres contemporâneas que ficam "presas" em situações opressivas causadas pela estrutura patriarcal da sociedade ocidental, em particular a britânica. Weldon nasceu como Franklin Birkinshaw em Alvechurch, Worcestershire, Inglaterra, numa família literária. Seu avô materno, Edgar Jepson (1863-1938), e sua mãe, Margaret (que usava o pseudônimo Pearl Bellairs - uma personagem de Crome Yellow, uma novela de 1922 de Aldous Huxley) escreviam novelas. Fay Weldon passou seus primeiros anos de vida em Auckland, na Nova Zelândia, onde seu pai trabalhava como médico. Porém, aos 14 anos, depois do divórcio de seus pais, ela mudou-se para a Inglaterra com sua mãe e com sua irmã Jane e, desde então, nunca mais viu seu pai. Ela foi para a Universidade de St Andrews, na Escócia, para estudar psicologia e economia, mas mudou-se para Londres ao dar luz a uma criança ilegítima. Logo depois, Fay casou-se com seu primeiro marido, Ronald Bateman, um professor que tinha 20 anos a mais do que ela e que não era o pai biológico de seu filho. Eles começaram a viver em Acton, Londres, e se divorciaram dois anos depois. Para sustentar ela mesma e seu filho, que estava indo para a escola, Weldon começou a trabalhar na indústria de publicidade. Como chefe de preparação de escrito e matéria de propaganda, ela foi num momento responsável pela publicação da frase "Go to work on an egg" - cujo propósito era colocar ovos no café da manhã das pessoas, para iniciar bem o dia. Uma vez, ela cunhou o slogan "Vodka gets you drunker quicker". Ela disse numa entrevista com o jornal The Guardian: "Apenas pareceu... ser óbvio que pessoas que quisessem beber rápido, precisariam saber disso". Seus chefes discordaram e suprimiram o slogan. Aos 29 anos, ela conheceu Ronald Weldon, um comerciante de antigualhas. Eles se casaram e tiveram três filhos juntos. Foi durante a segunda gravidez de Weldon que Ronald começou a escrever para o rádio e para a televisão. Poucos anos depois, em 1967, ela publicou seu primeiro romance, The Fat Woman's Joke. Nos trinta anos seguintes, ela construiu uma carreira bem-sucedida, publicando 20 romances, coleções de contos, filmes de televisão, artigos de jornais e revistas e tornando-se um rosto e uma voz bastante conhecidos na BBC. Em 1971, escreveu o primeiro episódio da série de televisão Upstairs, Downstairs, pelo qual ela ganhou o prêmio Writers Guild pelo melhor roteiro de série de televisão britânica. Ela escreveu também o roteiro da adaptação para mini-série (de 1980, da BBC) de Pride and Prejudice, de Jane Austen, estreando Elizabeth Garvie e David Rintoul. Em 1989, ela contribuiu para o libreto do teatro musical Someone Like You (com a cantora Petula Clark) do teatro West End.

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    Worcestershire, Inglaterra

    Fay Weldon