A ontologia da fruição
Comecei a leitura com uma visão sobre a pós-modernidade e saio com outra. A retomada feita aqui da discussão sobre o novo fundamento que nasce em Nietzsche e vem se refinando até aqui - a saber: a ontologia da linguagem ou a hermenêutica - é extremamente coerente, bem estruturado e sucede no que de essencial tem a hermenêutica: o enriquecimento do lugar comum, do senso comum, da nossa capacidade de se fazer entender pelo discurso. O motivo de eu não ter dado 5 é "boba", por talvez ser ideológica: Os termos, constantes, em outras línguas (principalmente em alemão, mas também em francês e italiano) fazem da leitura mais cansativa que o normal (e o normal é de uma densidade grande devido o objeto do discurso). Eu compreendo perfeitamente a função dessas palavras em sua língua original, mas acredito que o discurso de Vattimo não decairia em nada por traduzir de forma radical esses termos - Vattimo não ousou.
