Num momento em que os monarcas eram o braço temporal da Igreja, ratificando a aliança entre o trono e o altar, os jesuítas transformaram-se em primeiros servidores daquele Estado absoluto moderno, atendendo aos interesses estritos dos impérios coloniais espanhol e português. O autor revê, nesta obra, o papel da experiência missioneira entre os guaranis na região do Prata, relegando ao índio a condição de vassalo do poder real espanhol. Apresenta a Missão como empresa do império colonial no desenvolvimento agropecuário e na produção de erva-mate, como fiel defensora de geopolítica espanhola e, enfim, como representante da fé cristã pós-Reforma religiosa na Europa. Júlio Quevedo analisa a realidade histórica dos séculos XVII e XVIII, ressaltando a importância do Tratado de Madri e do seu complemento, os Artigos separados, e redefinindo o empreendimento colonial no Prata, apresentando-o como a primeira tentativa de integração do Cone Sul.
As Missões - Crise e redefinição
Júlio Quevedo
Editora Ática
1993
104 páginas
3h 28m
ISBN-10: 8508044488
Português Brasileiro
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