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    História de um Soldado -

    Jack London

    Hemus
    1960
    127 páginas
    4h 14m
    ISBN-4: 0000
    Português Brasileiro
    3.6
    25 avaliações
    Leram40Lendo4Querem30Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos0Desejados30Avaliaram25

    Neste livro, cinco narrativas no estilo de romances e novelas: História de um Soldado, O Vagabundo e a Fada, Os Três Manetas, Um Nariz para o Rei e A Volta do Pai Pródigo.

    Edições (3)

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    Resenhas (5)Ver mais
    jota 11 picture
    jota 1112/12/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    BOM: cinco narrativas de Jack London bastante variadas, algumas até mesmo exageradas

    Lido entre 06 e 11 de dezembro de 2022. Avaliação da leitura: 3,8/5,0 História de Um Soldado é uma coletânea de cinco contos de Jack London (1876-1916), uma pequena amostra das mais de duzentas narrativas curtas que publicou. Essa edição da Hemus, meio descuidada e sem data, que parecia destinada ao público juvenil, traz diversas ilustrações em branco e preto, mas a capa não parece ter tanto assim a ver com o conteúdo. Além disso, não traz nenhuma informação sobre os contos, apenas os títulos originais publicados nos EUA. De todo modo, como a editora ressalta na capa traseira, temos aqui narrativas “no estilo vívido e direto próprio do autor”, o que é verdade: uma história de guerra, que dá título ao volume, outra sobre o encontro entre uma bondosa menininha e um vagabundo, uma terceira sobre três mendigos manetas, uma quarta sobre os truques de um asiático endividado para escapar da prisão e, por último, o retorno de um pai pródigo para ver seu filho. Vamos a elas: História de um soldado (War – 1911) mostra as descobertas e os sentimentos de um jovem militar da cavalaria (provavelmente durante a Guerra Civil Americana), em missão de reconhecimento numa zona cheia de combatentes inimigos (provavelmente sulistas). Ele tem a chance de matar um dos soldados, mas não o faz. Isso vai lhe custar muito, muito caro. Bela história, a melhor, porém com final triste. O vagabundo e a fada (The hobo and the fairy – 1911): uma garotinha encontra um vagabundo dormindo ao sol, perto de sua casa. Ela é bondosa como uma fada (daí o título); protege o rosto dele com sua sombrinha durante bastante tempo. Quando ele acorda conversam; ela tem uma conversa envolvente e fica sabendo que ele é um ex-presidiário sem esperança, que diz ter sido injustiçado, daí sua prisão. O conto termina de modo edificante; mesmo que essa história pareça meio piegas é muito prazeroso lê-la. Os três manetas (The princess – 1916): três desconhecidos se encontram num mesmo ponto de uma estrada de ferro; eles têm em comum, curiosamente, apenas um braço, são três manetas. Dividem comida e bebida e cada um conta sua história de um passado glorioso (e muito fantasioso) e como perderam o outro braço: um, para um tubarão, outro porque prendeu o membro numa máquina, o terceiro numa explosão. Todos estavam a trabalho, em diferentes ocasiões, curiosamente novamente, para uma mesma princesa (a do título original) dos mares do sul, que desposaria o aventureiro que realizasse o desejo dela. Muita imaginação nesse que é o conto mais longo do volume, o mais fantasioso. Um nariz para o rei (A nose for the king – 1906): esta me pareceu a história mais fraca de todas, que não combina tanto assim com as demais. É sobre um político coreano corrupto que se não devolver ao reino o dinheiro público desviado acabará na prisão. Acompanhamos então suas peripécias para enganar outras pessoas e obter o dinheiro de que precisa. Tem certo humor, mas não muito. A volta do pai pródigo (The prodigal father – 1912): um comerciante bem sucedido na Califórnia, Josiah Childs, tempos atrás deixara esposa e filho no leste. Partira para melhorar de vida e acabou ficando no oeste, ficando rico também. Depois de vários anos pensa em voltar para casa e convencer a mulher, com quem não se dava muito bem, a acompanhá-lo de volta para Oakland com o menino, que agora tem doze anos. Viaja e percebe que a mulher continua a megera de sempre, mas o garoto lhe parece bastante amigável. Nem a mulher nem o menino sabem que esse homem, tão diferente agora, é o marido e pai, o pródigo que retornou. Conseguirá ele seu objetivo? Boa história com bom final.

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.6 / 25
    • 5 estrelas28%
    • 4 estrelas16%
    • 3 estrelas44%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas4%
    John Griffith Chaney profile picture

    John Griffith Chaney

    JACK LONDON nasceu em São Francisco, na Califórnia, em 1876. Seu padrasto, John London, tentou diversas ocupações, fazendo a família se mudar diversas vezes durante a infância de Jack, que aos 13 anos começou a trabalhar em uma fábrica de enlatados. Os anos seguintes foram de aventuras e instabilidade financeira. Jack foi pescador de ostras, marinheiro e militante socialista, acabou preso por vadiagem e, em 1897, decidiu acompanhar a corrida pelo ouro até Klondike, no Canadá. Voltou com pouco mais de quatro dólares em ouro em pó, mas usou essas experiências para escrever obras-primas como O chamado selvagem (1903), O lobo do mar (1904) e Caninos brancos (1906). Escritor americano de maior sucesso na primeira metade do século XX, London morreu em 1916, aos 40 anos.

    110 Livros
    448 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos da América

    John Griffith Chaney