Coletânea d'O Pasquim -

    Vários

    Gampz
    2008
    288 páginas
    9h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    "O Pasquim": um folião no velório! Idealizado pelo cartunista Jaguar e os jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral, "O Pasquim" foi às bancas pela primeira vez em 26 de junho de 1969. O nome, que significa "jornal difamador, folheto injurioso", foi sugestão do próprio Jaguar: "Assim terão de inventar outros nomes para nos xingar", justificou. De uma tiragem inicial de 20 mil exemplares, que a princípio parecia exagerada, o semanário atingiu a marca de mais de 200 mil em seu auge, em meados dos anos 70, tornando-se um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro, primado pela irreverência e bom-humor até sua última edição, de número 1.072, que saiu em 11 de novembro de 1991. Assumidamente nanico, panfletário e abusado, chagava às bancas todas as semanas com slogans como: "um folião no velório", "livre como um táxi", "equilibrado como um pingente", "sempre em alta graças ao seu baixo nível". Inicialmente uma publicação comportamental - falava sobre sexo, drogas, feminismo e divórcio, entre outros temas - "O Pasquim" foi se tornando mais politizado à medida que aumentava a repressão do regime militar , passando então a ser porta -voz da indignação da sociedade brasileira na época. Com o tempo, figuras de destaque na imprensa brasileira, como Ziraldo, Henfil, Millôr, Prósperi, Claudius, Fortuna, Lan, Ique, Nani, Aroeira, Angeli e outros se juntaram ao time, passando a freqüentar regularmente suas páginas. Isso sem falar na colaboração de nomes como Chico Buarque, Glauber Rocha e Rubem Fonseca. Pelas mãos destes artistas, a História recente do Brasil foi contada ao mesmo tempo com criatividade e sem subterfúgios de qualquer espécie. Nesse sentido, "O Pasquim" contribuiu, e muito, para registrar um período de grande conturbação política e social pela qual o Brasil passava quarenta anos atrás. Por isso, a Petrobras Distribuidora orgulha-se de apoiar esta "Coletânea d'O Pasquim", documento vivo de uma época, característica que infelizmente as páginas perecíveis de um jornal não possuem. De fato, trata-se do registro do talento, bom humor e, acima de tudo, da coragem de renomados artistas. Que possa servir de inspiração para que surjam muitos outros.

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