o filósofo surpreende o homem comum ao que rer compreender o mundo no qual este se contenta em viver .Porém, quando ele diz, além disso, que é preciso compreender tudo ou compreender o Todo, o entendimento limitado fica escandalizado e não pode suportar tal pretensão.o debate tem por objeto a contingência, o que é, mas que poderia também não ser, e logo não será mais. Onde está a razão de ser do que não é senão razão? Os exemplos podem ser facilmente evocados para se zombar do filósofo, e o senso comum fica nisso.Um de seus porta-vozes,chamado Krug, lançou assim um desafio à filosofia idealista: que deduza, pois, a pena com a qual escreve!Hegel aceita o desafio e mostra a inanidade dos pedidos de um certo "senso comum", que não passa, na verdade, de vulgar. Mas para além da anedota, anuncia-se um pensamento,provavelmente o único, que pode compreender a contingência em toda sua radicalidade, ao dar lugar em si ao Outro de si mesmo. Assim é a dialética, a da contingência.
Como o senso comum compreende a filosofia -
Jean Marie Lardic
Paz e terra
1995
125 páginas
4h 10m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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