I Have Lived A Thousand Years - Growing Up In The Holocaust

    Livia Bitton-Jackson

    Simon Pulse
    1999
    234 páginas
    7h 48m
    ISBN-10: 0689823959

    Em uma narrativa atual, tensa, essa memória do Holocausto descreve o que acontece a uma garota judia de 13 anos quando os nazistas invadem a Hungria em 1944. Ela conta sobre um ano de várias viagens, transporte, seleções, campos. torturas, trabalho forçado, mortes e então a liberação e retorno de alguns.Para aqueles que leram The Big Lie (1992), esse é uma história com muito mais detalhes, com a mesma autoridade de uma testmunha viva.Terrível como é sua experiência ela não se prende as atrocidades. Tem uma esperança para ela. Diferentemente de vários relatos e história de sobreviventes adultos,essa não mostra as vítimas perdendo sua humanidade. A adolescente e sua mãe ajudam uma a outra sobreviver; elas salvam a outra das câmaras de gas. Mesmo no massacre dentro dos caminhões que eram metralhados, palavras de conforto emergiam em cada esquina. Após a guerra a adolescente reencontra seu irmão e descobre que seu pai foi morto na guerra, e se sente culpada por estar feliz novamente por ser uma garota que agora tem cabelo de novo.

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    Bruna Pustiglione picture
    Bruna Pustiglione03/11/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O tempo não tem o mesmo valor

    Diferente da maioria dos livros escritos por sobreviventes do holocausto, esse livro, não fala apenas sobre a perda da humanidade nos campos, mas conta, pela perspectiva de uma garota de 14 anos, como foi crescer durante o holocausto, e sim, ela descreve as atrocidades que aconteceram com ela e sua família, mas nunca perdeu a esperança em sair da guerra com vida. O que me surpreendeu na história da Elli, é que ela foi pra Auschwitz não só uma, mas DUAS vezes. Vou explicar: Primeiro ela e sua família foram enviadas a um gueto, e logo depois para outro gueto (até então, duas transições) Depois eles foram enviados a Auschwitz. Então, saíram de Auschwitz para um campo de trabalho forçado, chamado Plaszow (o maior e mais pesado campo de trabalho forçado da Polônia) Saíram de lá com vida (até então 4 transições) E foram enviados novamente para Auschwitz, depois foram para uma fábrica onde trabalharam para uma empresa de aviões (isso me pegou demais, porque por mais que lá tenha sido um lugar de melhor condição e elas ficaram mais fortes, elas foram partes de uma “encomenda” onde essa empresa encomendou 500 mulheres para trabalhar na empresa) Depois elas foram enviadas para Dachau (o que totaliza 6 transições) E depois de Dachau, eu nem faço ideia como sobreviveram a dias e dias dentro de um trem sem comida e água. Obviamente no meio de tudo isso, tem diversas situações que elas escaparam da morte, como acidentes etc e também casos do destino? Também reencontraram o irmão vivo, mas ao mesmo tempo a perda do pai e outros familiares são inconsoláveis. AH! Uma coisa muito marcante do livro: ela tinha 14 anos, certo? Quando foram libertadas, uma mulher pensou que ela tinha 60 anos! Então da pra imaginar o que a vida nos campos faziam né? Por isso o título do livro: eu vivi um milhão de anos… 😢 Enfim, se você, assim como eu, gosta de livros sobre esse tema, ainda mais contados por sobreviventes, sem dúvida você deve adicionar esse livro a sua lista! Eu recomento demais a leitura!

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