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    Diferença e repetição -

    Gilles Deleuze

    Graal
    2006
    440 páginas
    14h 40m
    ISBN-10: 8570380712
    Português Brasileiro
    4.4
    47 avaliações
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    Favoritos9Desejados167Avaliaram47

    Neste livro, Deleuze desenvolve toda uma teoria da gênese da negação a partir da diferença. No capítulo sobre 'a imagem do pensamento', Deleuze anuncia claramente os seus objetivos - 'destruição da imagem de um pensamento que se pressupõe a si próprio, gênese do ato de pensar no próprio pensamento'. Eis alguém que retoma a pretensão clássica da filosofia de descartar a doxa, recomeçando tudo do zero. Todavia, o projeto crítico de Deleuze pretende ser mais radical do que todos os que o precederam, pretende subtrair todos os pressupostos, explícitos ou objetivos e implícitos ou subjetivos, no intuito de alcançar um 'verdadeiro começo'. Mas como 'começar a pensar', se primeiro é preciso isolar as condições desse começo e fazê-lo precisamente por meio do pensamento?

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    Gilles Deleuze profile picture

    Gilles Deleuze

    O trabalho de Deleuze se divide em dois grupos: por um lado, monografias interpretando filósofos modernos (Spinoza, Leibniz, Hume, Kant, Nietzsche, Bergson, Foucault) e por outro, interpretando obras de artistas (Proust, Kafka, Francis Bacon, este último o pintor moderno, não o filósofo renascentista); por outro lado, temas filosóficos ecléticos centrado na produção de conceitos como diferença, sentido, evento, rizoma, etc. O filósofo do Corpo-sem-Órgãos (figura estética de Antonin Artaud, retomada como conceito filosófico por Deleuze em parceria com Félix Guattari). Para ele, O ofício do filósofo é inventar conceitos. Assim como Nietzsche cria a personagem-conceito de Zaratustra, Deleuze afirma em L'abécédaire, entrevista dada a Claire Parnet, ter criado com Félix Guattari o conceito de ritornelo - refrão, forma de reterritorialização (povoamento), e desterritorializaçao. Uma filosofia da imanência, dos diagramas, dos acontecimentos. As principais influências filosóficas terão sido Nietzsche, Henri Bergson e Spinoza. Uma das grandes contribuições de Deleuze foi ter se utilizado do cinema para expor sua forma de pensamento, através dos conceitos de cinema-movimento e cinema-tempo. Deleuze foi um dos filósofos que teorizou as instâncias do atual e do virtual (já elaboradas por outros pensadores), construindo um olhar sobre o mundo a partir das possibilidades: "Um pouco de possível, senão sufoco"

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    Gilles Deleuze