Considerando a língua como um bem, o autor conceitua linguagem (todo sistema de sinais convencionais que permite realizar atos de comunicação); língua (aspecto da linguagem que utiliza a palavra como meio de comunicação) e fala (ato individual de vontade e inteligência).Quanto ao uso, a língua pe restrita intrinsecamente (regras inerentes à própria língua) e extrinsecamente (regras ditadas para o uso por outras pessoas). Os ícones e os símbolos diferem do signo, composto por um significante (parte concreta) e um significado (parte abstrata). A gramática normativa ditam regras para o uso da língua, mas não refletem de modo adequado o fato social que normatizam. A imposição de um determinado uso da língua possui um caráter ideológico. O critério adotado no Brasil é o histórico-literário, ou seja, a linguagem que se estabeleceu como culta representa o uso que alguns escritores clássicos fizeram em épocas passadas. Um dos aspectos tratados refere-se à questão do acordo ortográfico de 1986 (?). As colocações revelam a falta de seriedade com as mudanças sócio-culturais que ela acarretaria. O autor ainda tece comentários acerca dos níveis da fala, depois de destacar os fatores responsáveis pela diversidade da utilização da língua. Para ele, "conhecer a língua não é decorar regras gramaticais e listas de palavras", é "ser capaz de acionar um saber inato, que é a capacidade humana da linguagem, é ser capaz de compreender de modo satisfatório aquilo que ouvimos ou lemos, de reconhecer as variantes linguísticas, identificando o papel social desempenhado pelas pessoas que interagem num processo comunicativo; é saber comunicar-se com interlocutores variados, em situações variadas, sobre assuntos variados"(p.80).