"... É, vai o Tião, pai resolveu, e eu, mais do que depressa, antes que ele mudasse os cálculos, encarapitei na Estrela. Melhor trem do mundo é ter doze anos! A gente é pau pra toda obra e todos de agradam da gente." "Banho eu tomei no ribeirão. Sol tava quente, água tava gelada. Ô gostosura de vida! Pra mim não tem nada mais bom do que tirar a roupa calorenta, suada, e dar um tibum no corguinho. Água corrente molhando as partes, o corpo boiando de barriga pro céu, um ventinho morno bafejando na cara, a orelha surda, afogada, escutando só a prosa da água." E assim, pela boca de Tião, as verdades da vida vão sendo desfiadas em Bicho-do-mato. [texto da quarta capa desta edição]
Bicho-do-mato -
Martha Azevedo Pannunzio, Henrique Lemes
José Olympio
1985
80 páginas
2h 40m
ISBN-13: 85_03_00038_5
Português Brasileiro
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