Relato de viagem, pesquisa, retratos, coisas vistas e ouvidas, panfleto, programa, exploração do futuro: O Capital, seqüência e fins é tudo isso ao mesmo tempo. O capitalismo triunfante nos Estados Unidos, balbuciante na Rússia, Polônia e China, desviado no Brasil e no Egito, arquejante na França, na Alemanha e nos Países-Baixos, rejeitado no Sudão ou na Índia, tal é o herói dessa saga contemporânea: uma resposta irônica ao Capital de Marx. Saberá o capitalismo derrotar seus inimigos, sucumbirá ele e suas crises interiores, saberá vencer os fundamentalismos? Como se concilia com as culturas e religiões: destruindo-as ou subestimando-as? Cria aqui a democracia e apela alhures ao autoritarismo, ou mesmo ao depotismo? Como acredita ele na liberdade, mas também na pobreza e no desemprego? Como enfim, hoje, um projeto liberal deveria responder à expectativa dos franceses? Tais são algumas das questões que Guy Sorman responde neste livro à sua maneira: viva, informada, concreta.
