Eis as quatro obras alquímicas “A pedra filosofal que transforma qualquer metal em ouro; o elixir da longa vida que estende a mocidade; a Panacéia Universal um remédio contra qualquer doença que possa existir; e o Alkahest, um solvente universal hipotético que possui o poder de dissolver qualquer outra substância, incluindo o ouro.” Um dos mais famosos alquimistas do seu tempo, Bennu, após conseguir realizar todas as quatro, tenta realizar a quinta obra, que aparentemente nenhum alquimista havia conseguido antes.
A trama inicia com uma narrativa ágil e de tirar o fôlego logo no prólogo, na era medieval, onde somos apresentados ao alquimista Bennu que conseguiu realizar a Quinta Obra Alquímica que seria a criação de um homúnculo (mais conhecido nos dias atuais como clonagem). Bennu está com seu aprendiz Otto tentando fazer o parto complicadíssimo da sua criação, quando são surpreendidos pelo malvado bruxo Córax que estava atrás de seus conhecimentos.
Não quero descrever muito o que acontece nessa cena porque ela é de tirar o fôlego, me vi ali sofrendo junto com os personagens, então vou pular para parte que Otto tem que fugir com o recém nascido homúnculo que recebeu o nome de Pirapato e o livro de Bennu, mas a fuga foi em vão e Córax consegue detê-lo e tomar posse do livro de Bennu e Pirapato.
Córax é o conselheiro do rei de Cávea e criou Pirapato como seu pupilo, mantendo-o dentro do castelo e só podendo sair sob vigilância de guardas uma vez por ano, no dia de seu aniversário. Pirapato já adolescente, consegue entrar em uma parte do castelo super protegida e que dizem ser mal assombrada e lá acaba descobrindo um prisioneiro que revela ser Otto, e conta para ele a sua procedência e tudo sobre seu nascimento, Pirapato encontra então o livro do seu criador Bennu e descobre que ele pode um ser sem alma, e parte a uma busca frenética atrás de um outro alquimista amigo de Bennu que pode lhe ajudar a conseguir uma alma, mas será isso possível? Será o homem capaz de criar uma alma?
Minhas Impressões
O tema alquimia sempre me chamou atenção, O alquimista do Paulo Coelho foi um livro que como este me prendeu do início ao fim.
Pirapato apesar de ser uma leitura um pouco densa, em nenhum momento foi cansativa, aliás foi leitura deliciosa, Chico Anes nos presenteia com uma escrita impecável, não dá vontade de largar o livro. O final da trama não fui muito bem o que eu esperava, mas foi um lindo final.
Esse é o segundo livro que leio do autor, o primeiro foi O sonho de Eva (publicado pela editora Novo Conceito), e ambos foram ótimas leituras, recomendo demais. Chico Anes é um grande talento nacional.