Que dia feliz e abençoado, em que termino de ler esse tão maravilhoso livro!
Compilação de palestras e falas de Yogananda, fielmente registradas por uma de suas discípulas mais próximas, Sri Daya Mata. Quanta gratidão a esse amor e devoção de Daya Mata, que nos permite acessar nos dias de hoje esses preciosos ensinamentos. Como diz o ditado da Índia, “o guru não é diferente dos ensinamentos do guru”, então ler esse livro é como estar na revigorante e inspiradora presença do Mestre. Jai Guru!
Encontrei nessa obra material suficiente para uma vida inteira de reflexões e aprendizados. Nesses mais de dez anos desde que me tornei discípulo de Yogananda, procurei seguir à risca o ensinamento dele que primeiro me cativou: “Não acredite em nada do que eu digo, mas comprove por si mesmo a verdade de minhas palavras.” E assim posso afirmar, com gratidão sempre crescente, que jamais me deparei com uma única palavra de Yoganandaji que não revelasse, ao ser analisada com o máximo de minha inteligência e posta em prática com o máximo de minhas capacidades, a expressão fulgurante de uma sabedoria verdadeiramente divina.
E na verdade termino a leitura de “A Eterna Busca do Homem” muito consciente de que os ensinamentos de Yogananda destinam-se principalmente ao futuro, a uma era de consciência mais elevada do que essa em que vivemos. Não percebo isso com tristeza, mas com entusiasmo: que privilégio poder ter contato com esses tesouros da alma, daqui desse ponto do espaçotempo em que me encontro, aparentemente tão distante ainda da tão sonhada meta! É porque o mestre é infalível ao mostrar o caminho, sempre e de novo: “No vale da tristeza, mil anos ou só um dia / eu esperarei só por Ti, só por Ti” (trecho da canção “No Vale da Tristeza”, de Yogananda).
“O maior romance é com o Infinito. Você não tem ideia de quão bela a vida pode ser. Quando você de repente encontra Deus em todo o lugar, quando Ele vem e fala com você e o guia, o romance do amor divino começou.”
(Paramahansa Yogananda, “A Eterna Busca do Homem”)