As esposas dos reformadores são um objeto de estudo muito interessante. Elas receberam grandeza de seus maridos, e retribuíram transmitindo delicadeza, bondade e beleza às suas vidas e ministérios. O que teria sido de Lutero sem a sua Kathe? De Zwinglio, sem Anna, a sua inseparável companheira? As mulheres da Igreja Reformada têm sido um elemento importante na sua história. Assim como Débora e Ester, juntamente com as Marias do Novo Testamento, ajudaram a construir a história bíblica, assim também as mulheres da Reforma têm contribuído para tornar a sua história ainda mais gloriosa. Nossa proposta é fornecer neste volume, um breve relato de suas vidas, esperando que sirvam como um estímulo para que homens e mulheres de nossas igrejas busqyem conhecer mais e seguir o exemplo destes grandes expoentes de nossa gloriosa história.
Grandes Mulheres da Reforma - Quem foram, o que fizeram e o sofreram as grandes mulheres da reforma do século XVI
James I. Good
Numa só leitura, encontrei-me com vários dos meus interesses, alguns dos fios que tenho perseguido nos últimos anos: o cristianismo, a feminilidade bíblica, a reforma protestante, a narrativa biográfica Grandes Mulheres da Reforma foi uma leitura muito interessante. O prefácio da obra original data em 1901, assinado pelo autor, o ministro e historiador americano James Isaac Good. A proposta dele foi tornar conhecida a história dessas mulheres que, cada uma a seu modo, foram tão importantes para a história da igreja reformada. São ao todo quatorze breves relatos (nessa edição) das histórias dessas mulheres que viveram no século XVI em diferentes países e contextos da Europa. O que dá ao leitor não só os relatos em si, mas uma dimensão mais humana, mais palpável do que foi a Reforma Protestante; de como tudo o que aconteceu naquela época mudou a vida das pessoas. Como soprado no trecho citado acima, é impossível quanto cristão, não glorificar a Deus pela sua Soberania e tamanha Graça manifesta na vida dos seus servos ao longo da história. Anna Reinhard, Idelette D´Bures, Margaret Blaarer, Margaret de Navarra, Phillipine De Luns, Renée de Este, Olympia Morata, Katharina Von Bora são mulheres que viveram vidas tão diferentes e distante de nós, que foi emocionante os momentos que pude me identificar com elas, seja pelos conflitos, seja pela fraqueza física e emocional, seja por ser tomada de compaixão dos muitos sofrimentos que elas passaram. Faço das palavras de Layse Anglanda minhas palavras, sobre o sofrimento delas ela diz assim: A grande maioria de nossos sofrimentos mesmo de nossas tragédias pessoais são tão menores que deveríamos corar de vergonha ao pensar em nos queixarmos. A maioria das histórias foram inéditas para mim, sendo duas as mais marcantes: a de Margareth Blaarer e de Phillipine De Luns. Para Margareth eu já dediquei um texto, tão logo eu li seu relato me prestei a saber mais sobre a sua vida e como fui abençoada até pelos registros de como a mesma terminou. Quanto a Phillipine, com certeza foi o capítulo mais difícil de ler, seu martírio foi algo inimaginável. Porém sua fé, coragem e perseverança, com certeza ficarão ainda mais profundamente marcados no coração daqueles que tiverem contato com a sua história. Esse é o tipo de livro que inevitavelmente me levará direto para outros livros, portanto, uma pequena porta que me deu acesso a um jardim tão amplo, belo e florido com as mesmas flores, tenho a sensação, descritas na obra do C.S Lewis O Grande Divórcio, flores verdadeiras. Foi uma benção ter lido.
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