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    As doze cadeiras -

    Ilf e Petrov

    Campo das Letras
    2000
    419 páginas
    13h 58m
    ISBN-10: 9726102871
    Português Brasileiro
    5
    1 avaliação
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    Esta obra prima da sátira soviética vem transpondo gerações de leitores com a mesma força e a mesma popularidade de há 70 anos, quando foi escrita. Algumas frases, algumas chalaças de Ostap Bender tornaram-se, para todos os russos, tão conhecidas como provérbios. As Doze cadeiras tornaram-se uma espécie de fenômeno folclórico, entraram no imaginário de um enorme país. Pelos vistos, também a profunda osmose de um livro com um povo e um país é compreendida por outros povos e outros países: As Doze Cadeiras é dos livros mais traduzidos do mundo.Em 1935, Ilf e Petrov escreveram com orgulho sobre a "honra máxima" concedida ao seu livro pela barbárie nazi: As Doze Cadeiras foi uma das obras que o regime hitleriano mandou queimar nas fogueiras.

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    milu duarte26/04/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Um pouco mais sobre As Doze Cadeiras...

    Ele continua super atual e, pode ser, até ainda mais atual nos nossos tempos. Suas primeiras publicações foram consideravelmente censuradas e, por isso, tiveram trechos inteiros cortados, ou seja, "limparam o livro" ainda em tempos soviéticos. Críticos e pesquisadores literários se empenharam em demonstrar que o livro, de forma alguma, se colocava contra o regime, sendo que um crítico até escreveu que "o romance apresentava ' pessoas com forte crença na vitória soviética e de um mundo socialista, sobre o decrépito e horrível mundo propiciado pelo capitalismo'". A censura rebatia com a seguinte tese: "porque um romance tão absurdamente cômico e satírico? Nunca se sabe quando a sátira de Ilf e Petrov será utilizada contra a gente pelos nossos inimigos estrangeiros". Realmente, o livro é uma sátira, que se resume na busca de doze cadeiras perdidas com valiosos diamantes nelas escondidos. Com ele, os autores expõem ao leitor uma visão panorâmica da Rússia no período da NEP (Nova Política Econômica, implantada por Lenin) e dos inícios dos anos 30, que consistia em uma ligeira abertura à iniciativa privada. O cenário mostrado por Ilf e Petrov é triste e, com certeza, por isso, incomodou tanto aos censores soviéticos: pequenas cidades atrasadas e feias, burocracia inoperante (como aliás, já o era nos romances de Gógol e o é em todo o mundo onde o governo se deixa burocratizar mais intensamente), comerciantes corruptos, uma pobreza triste, mas tudo isto embalado por um saudosismo patético. Os autores apontam toda a sua artilharia pesada e satírica, típica de jornalistas, contra este quadro. Por tudo isto, este livro é para os russos e soviéticos uma espécie de obra folclórica. Me reportei, um pouco acima, a Gógol: este livro lembra muito as obras deste gênio da literatura: o personagem principal empreende viagens pela Rússia para conseguir seus objetivos, conhecendo pessoas e situações e, assim, o leitor vai estreitando contatos com a realidade do país na época em que o livro foi escrito. Nada de plágio, mas com certeza uma benéfica influência, que faz com que estes autores, assim como o grande mestre, criem personagens vigaristas, espertalhões e conhecedores da psicologia humana. Quanto ao seu real posicionamento em relação à política soviética, tem-se que o livro satiriza a mania de implantar a revolução mundial e os discursos sobre a situação internacional (mania propagada mais pela ala esquerda-trotskista do partido), a caça aos inimigos e espiões e se faz eco da oposição da linha oficial. Com a queda em desgraça de Trotsky foi que o livro caiu nas mãos da censura, sofrendo todos os cortes já citados. Por tudo que foi dito, fica a indicação deste livro, como nescessário e imperdível a todos amantes da literatura russa e da boa literatura, de maneira geral. Para ler um pouco mais sobre o personagem central desta obra, convido que visitem meu blog: http://russiashow.blogspot.com.br/2010/06/ostap-biender-o-vigarista-criado-por.html Sobre os autores do livro: Iliá Ilf e Evguêni Petrov são pseudônimos de Iliá Fatzilberg e Evguêni Kataev, ambos naturais de Odessa, às margens do Mar Negro (região lindíssima da Ucrânia): o primeiro nascido em 1897 e o segundo em 1903. Os dois se conheceram em Moscou, quando trabalhavam para o jornal Gudok (A Sirene). Se tornaram amigos e, após terem escrito juntos "As Doze Cadeiras", primeiro e mais famoso livro da dupla, nunca mais deixaram de trabalhar em parceria. Num período de dez anos, elaboraram uma maneira de pensar comum, uma linguagem comum. Ilf morreu em 1937, de tuberculose e Petrov, trabalhando como repórter militar, durante a 2ª Guerra Mundial, morreu no front.

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    Ilya Ilf e Evguêni Petrov

    liá Ilf e Evguêni Petrov são pseudônimos de Iliá Fatzilberg e Evguêni Kataev, ambos naturais de Odessa, às margens do Mar Negro (região lindíssima da Ucrânia): o primeiro nascido em 1897 e o segundo em 1903. Os dois se conheceram em Moscou, quando trabalhavam para o jornal Gudok (A Sirene).Se tornaram amigos e, após terem escrito juntos "As Doze Cadeiras", primeiro e mais famoso livro da dupla, nunca mais deixaram de trabalhar em parceria. Num período de dez anos, elaboraram uma maneira de pensar comum, uma linguagem comum. Ilf morreu em 1937, de tuberculose e Petrov, trabalhando como repórter militar, durante a 2ª Guerra Mundial, morreu no front.

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    Ilya Ilf e Evguêni Petrov