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    Cujo -

    Nuno Ramos

    Editora 34
    1993
    83 páginas
    2h 46m
    ISBN-10: 8585490144
    Português Brasileiro
    3.7
    16 avaliações
    Leram31Lendo5Querem24Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados24Avaliaram16

    Cujo é o primeiro livro do autor, um dos mais destacados artistas plásticos contemporâneos do país. "Há que ressaltar o que é incomum: a corajosa abertura para a angústia, a qualidade distinta de sua inquietação. Só por isso, já é um livro que vale a pena ser lido." (Alberto Martins, Folha de S. Paulo)

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    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino20/05/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    cujo

    Foi don Marcelo Sahea, senhor de potentes poemas visuais, quem me falou com alegria sobre "Cujo", livro de estréia de Nuno Ramos no mundo da ficção. Nuno é um respeitado artista plástico, mas tem produzido curiosos livros de ensaios e de poemas em prosa, dele já resenhei aqui Junco, Ó e O mau vidraceiro. Fiquei de pedir a Sahea o empréstimo do livro, mas acabei por me açodar e encomendei-o de uma vez. É um texto difícil, mas que devolve ao leitor imagens, construções, aforismos e idéias muito interessantes. Nuno Ramos faz uma digressão poética da física dos materiais, da química de processos industriais, da biologia ou botânica do mundo vivo que cerca o homem, das metamorfoses entre o orgânico e o mineral. Ele parece falar sobre seu ofício, quando junta e transforma materiais para produzir arte e conceitos, mas ao descrever esta experiência ele nos apresenta um admirável mundo primevo, onde se desnuda a memória que nossos tecidos, sangue, fluidos e ossos têm de seu passado mineral. Inspirado pelo livro fiquei a pensar sobre muitas coisas: sobre a forma como coisas inanimadas se auto-organizaram, há milhões de anos; sobre como a beleza desabrocha do que está podre; sobre o fato do homem ser uma eterna criança que mal aprende, ou aprende mal, a entender as funções de seu corpo; sobre como apurar os sentidos para experimentar a interação da luz com a matéria. Divertido. [início 30/06/2012 - fim 22/07/2012] "Cujo", Nuno Ramos, Rio de Janeiro: editora 34, 2a. edição (2011), brochura 12x18 cm, 88 págs. ISBN: 978-85-85490-14-0 [edição original: 1993]

    1 curtida

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    Avaliações

    3.7 / 16
    • 5 estrelas38%
    • 4 estrelas13%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas31%
    • 1 estrelas0%
    Nuno Álvares Páscoa de Almeida Ramos profile picture

    Nuno Álvares Páscoa de Almeida Ramos

    Escultor, pintor, desenhista, cenógrafo, ensaísta, videomaker. Nuno Álvares Pessoa de Almeida Ramos cursou filosofia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo - FFLCH/USP, de 1978 a 1982. Trabalha como editor das revistas Almanaque 80 e Kataloki, entre 1980 e 1981. Começa a pintar em 1983, quando funda o ateliê Casa 7, com Paulo Monteiro (1961), Rodrigo Andrade (1962), Carlito Carvalhosa (1961) e Fábio Miguez (1962). Realiza os primeiros trabalhos tridimensionais em 1986. No ano seguinte, recebe do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - MAC/USP a 1ª Bolsa Émile Eddé de Artes Plásticas. Em 1992, em Porto Alegre, expõe pela primeira vez a instalação 111, que se refere ao massacre dos presos na Casa de Detenção de São Paulo (Carandiru) ocorrido naquele ano. Publica, em 1993, o livro em prosa Cujo e, em 1995, o livro-objeto Balada. Vence, em 2000, o concurso realizado em Buenos Aires para a construção de um monumento em memória aos desaparecidos durante a ditadura militar naquele país. Em 2002, publica o livro de contos O Pão do Corvo. Para compor suas obras, o artista emprega diferentes suportes e materiais, e trabalha com gravura, pintura, fotografia, instalação, poesia e vídeo.

    21 Livros
    2 Seguidores
    São Paulo , Brasil

    Nuno Álvares Páscoa de Almeida Ramos