Estive esperando ansiosamente por esse, que é o quinto livro da série As Crônicas da Imaginarium Geographica. Agora que o terminei, estou aqui a me perguntar quanto tempo vou ter de esperar até o próximo livro.
Na verdade, eu estou aqui a me perguntar quantos livros vão ser no final das contas. Porque, diante de todos plots e subplots que emergem nesse quinto volume, minha tese inicial de que seria um livro para cada um dos sete dragonships está indo por água abaixo.
Pior de tudo é que nem posso falar muito sobre o livro, porque sendo o quinto de uma saga, é necessário falar de coisas que aconteceram nos quatro livros anteriores - spoilers importantes, que não quero entregar, especialmente agora que o livro vai ser lançado em português.
O que posso dizer então? Bem, primeiro, que entre o primeiro e o quinto livro, você é capaz de perceber claramente o quanto o Owen amadureceu como escritor. O humor nesse livro é mais sutil - também, pudera, a situação está quase que completamente desesperadora.
O tempo, em si, está se desenrolando, criando anomalias, dobras temporais, marcando uma série de perdas - humanas e territoriais. O grande e verdadeiro vilão da história, que até então estivera apenas manipulando peões no tabuleiro se revela: os Echthroi, as Sombras.
Uma das características mais importantes que eu vejo no Owen, que me faz admirá-lo como narrador de histórias, é o sentido que ele dá à idéia de redenção, a forma como ninguém é absolutamente bom ou mau, mas sim que tem escolhas as quais, por sua vez, têm conseqüências.
Como o próprio Owen cita nas suas notas ao final do livro,
"In any crucial decision, every side of our character plays an important part, the base as well as the noble. Which side cheats the other when they stand united behind us in an action? When, later, Mephisto appears and smilingly declares himself the winner, he can still be defeated by the manner in which we accept the consequences of our action."
Este é, ao meu ver, um dos sentidos, das molas propulsoras de toda a saga. É aquilo que está por trás de Jack, de Madoc, da própria Rose.
Eu nem posso imaginar o que mais vem por aí, especialmente depois da revelação sobre os Echthroi, John Dee (um dos primeiros guardiões e, lembram, o conselheiro particular da Rainha Elizabeth I?), Madoc, traidores e uma certa sombra. Tudo o que posso dizer é...
Quando sai o sexto livro?