Nesse clássico de 1901, H. G. Wells, os primeiros homens da lua, perdem-se numa selva lunar e confrontam-se com uma vida inteligente, nas cavernas lunares.
Mesmo que a Lua não atraia mais a imaginação dos homens, e mesmo que muitas das idéias apresentadas no livro pareçam tolas, a narrativa é vibrante e fascinante, se pensarmos que foi escrita há mais de 100 anos.
Também uma parábola de crítica social, os temas são os seus recorrentes: divisão de classes, conquistas e teorias de seleção e evolução naturais.
O professor Cavor, é um excêntrico e cômico cientista, determinado a criar uma substância que não seja afetada pela gravidade.
Ele é interessado no conhecimento puro, mas o empresário Bedford descobre as implicações comerciais dessa descoberta e liga-se ao projeto.
E quando a substância é aperfeiçoada, os dois homens criam uma nave esférica que os leva até a Lua.
No ano em que foi escrito o livro, 1901, muito pouco sabia-se sobre a Lua, e muitos cientistas achavam que havia vida no satélite.
Na chegada, Cavor e Bedford encontram estranhas plantas e uma raça de insetos que vivem nos subterrâneos, com um esboço de estrutura social.
A sociedade selenita reflete os conceitos vitorianos a um extremo lógico e desagradável. Os dois humanos apresentam, entretanto, pontos de vista socio-políticos inversos.
Como em todos os livros de H. G. Wells, a resultante batalha ideológica se instala: os dois extremos precisam um do outro para sobreviver, mas são incapazes de compreender um ao outro, de forma a chegar a um bem comum.