Eu já sou fã incondicional da autora Catherine Anderson, e não me importa se suas histórias são taxadas de açucaradas e cheia de personagens irreais. Essa autora me conquistou pela simplicidade de sua narrativa que fala diretamente ao coração sem a pretensão de ser algo excepcional. São narrativas que envolvem temas da vida real, onde são apresentados problemas que qualquer um de nós poderia enfrentar, mas a solução é apresentada de uma forma sutil, e quem captar a mensagem vai terminar a leitura aprendendo algo, recebendo uma mensagem de estímulo.
Em O Domador de Paixões não poderia ser diferente, e o tema abordado é a violência psicológica sofrida pela heroína. Ela é uma personagem que foge do padrão de beleza, baixinha, cheinha, e com a autoestima destroçada pela dominação do ex-marido. Ela poderia ser denominada de “fraca”, mas não é bem assim. Ela é uma daquelas pessoas frágeis que perderam o domínio de sua vida e o seu livre arbítrio e necessita de alguém ou algo que impulsione sua libertação. A heroína encontra essa mola propulsora de autodescoberta na pessoa de Jake Coulter.
Ele é um “domador de cavalos” que a ajuda a recuperar o traumatizado cavalo que ela protege das agressões do ex-marido. Ele é um herói perfeito em todos os sentidos, irreal, mas penso que a autora o colocou dessa forma como metáfora para a cura da mocinha. Ou seja, como gentileza, carinho, atenção, amor e devoção, são os verdadeiros remédios para a alma. Jake é um “um encantador de cavalos”, ele cura os bichos feridos psicologicamente, o que consiste em uma analogia com a própria Molly. É lindo acompanhar Jake desmontando as barreiras de Molly ao oferecê-la um amor incondicional além das aparências. Amei.