PILGRIMS
Essa é a mesma autora de famoso livro Comer, Rezar, Amar, que eu gostei muito de lê-lo e acredito que por isso eu li Pilgrims com expectativas erradas. A princípio eu detestei porque o livro contém várias histórias que não são concluídas, mas depois eu comecei a pensar no título dessa obra e na proposta da autora, então percepção desse livro mudou completamente. Esse livro me retratou a vida real, me fez pensar em tantas pessoas que passaram pela minha vida e (se elas não estão nas minhas redes sociais) eu não tenho ideia do que aconteceu em suas vidas. Parece triste, mas na verdade não me impacta muito o que vive ou viveram essas pessoas, na minha vida, o que importa mesmo, são os momentos que vivemos juntos, as alegrias e as vezes tristezas que dividimos. E então percebi que foi bem assim que me senti ao ler esse livro e amei tê-lo lido por todas as memórias que me trouxe. O livro se trata de várias contos com uma linguagem simples, que vão te envolvendo com os personagens já nas primeiras linhas, porém, todas essas histórias vão deixar um sentimento “por que você teve que sair da minha vida?” e não significa que isso seja ruim, é como se despedir dos amigos no dia da formatura, nos deixa curiosos e pensativos “o que será que vai acontecer com essas pessoas?” e portanto, as vezes, um pouco insatisfeitos. Em cada conto, somos arremessados para as histórias com um conhecimento muito vago de passado e nenhuma noção de futuro, em nenhum deles você vai encontrar “e foram felizes para sempre” ou algo nesse sentido, a maioria dos contos acaba junto ao momento narrado e por isso, nenhum deles nos traz a sensação de moral da história. Ao menos, não da maneira mais habitual. A moral da história fica camuflada naquilo que poderia ter sido e nunca foi.

