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    3096 dias - A impressionante história da garota que ficou em cativeiro durante oito anos, em um dos sequestros mais longos de que se tem notícia

    Natascha Kampusch

    Verus
    2011
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788576861072
    Português Brasileiro
    4.2
    5845 avaliações
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    Natascha Kampusch sofreu o destino mais terrível que poderia ocorrer a uma criança: em 2 de março de 1998, aos 10 anos, foi sequestrada a caminho da escola. O sequestrador - o engenheiro de telecomunicações Wolfgang Priklopil, a manteve prisioneira em um cativeiro no porão durante 3.096 dias. Nesse período, ela foi submetida a todo tipo de abuso físico e psicológico e precisou encontrar forças dentro de si para não se entregar ao desespero.

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    Marlon Santana16/02/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    3096 Dias

    [Alerta para possíveis gatilhos] Natascha Kampusch não esperava o que iria acontecer com ela naquele dia 2 de março de 1998 e nem onde iria ficar e tudo o que iria viver nos próximos 3096 dias enquanto foi mantida em cativeiro. O livro é narrado em primeira pessoa, de forma documental, a linguagem é simples, mas é pouco fluído, já que se trata de um relato contado por Natascha. Chega a ser difícil imaginar o que Natascha passou durante os mais de oito anos em que ficou presa. E nesse livro ela relata como foi sua infância, já bem dolorosa, por sinal, desde a sua relação com seus pais, na escola, até com seu corpo. Relata a forma que aconteceu o seu sequestro e resumiu como foram esses 3096 dias. Nem sempre há uma progressão gradual na cronologia do que acontece, podendo dar algumas voltas entre passado e o presente em que ela está contando, entregando as respostas antes de chegar de fato nessa parte da narrativa, o que faz, em alguns momentos, ser necessário parar para se situar. Seria imprudente dizer que os relatos e a violência, tanto física quanto mental sofrida por Natascha não foram pesados, mas o foco não está em expor somente isso, ela faz muitas análises e conta como era sua vida nesse período. As concessões, seus passatempos e claro, como o sequestrador proporcionou isso e ao mesmo tempo utilizou essas coisas como forma de poder e manipulação. Ao final, Natascha faz uma análise bem interessante de como as outras pessoas agem ao lidar com alguém que passou por uma tortura tão grande e a resposta é: de forma egoísta, pois só quem viveu esses traumas é capaz de saber realmente como é, e mesmo com todo o sofrimento, a vítima ainda pode ser julgada se não agir conforme as outras pessoas esperam... Foto e resenha no meu IG, @marlonbsan, segue lá.

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