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    O Senhor da Guerra dos Céus -

    Michael Moorcock

    Saída de Emergência
    2009
    192 páginas
    6h 24m
    ISBN-13: 9789896371593
    Português Brasileiro
    4.5
    4 avaliações
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    Esta é a vida fabulosa e inacreditável do capitão Oswald Bastable. Militar inglês do início do século XX, Bastable vê-se atirado para um futuro em que os dirigíveis das Grandes Potências dominam um mundo pacificado pelo Império Britânico e governado pelo rei Eduardo VIII. No entanto, nem todos os cidadãos do Império apoiam a nova ordem mundial de paz e prosperidade. Ameaçado por uma conspiração internacional anarquista, o capitão Bastable será forçado a questionar os seus ideais para poder defender a Pax Brittanica. Mas viajar para um futuro estranho e desconhecido não é a sua única surpresa. Bastable descobre, para seu horror, que se tornou um nómada das correntes do tempo, eternamente condenado a viajar pelos caminhos sem nome do caótico multiverso. Guiado pela crononauta Una Persson, o capitão Bastable terá que confrontar uma miríade de futuros alternativos antes de aceitar, por fim, o seu destino.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Carlos Rocha picture
    Carlos Rocha12/03/2012Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Vale a leitura!

    Primeiro livro da série “The Nomad of the Time Streams”, The War Lord of the Air e é tido como um dos precursores do Steam Punk. O autor usa um artifício interessante para a premissa da história. Em 1903, seu próprio avô, (também chamado de Michael Moorcock) teria coletado o relato da aventura temporal/dimensional do tenente Oswald Bastable do exército britânico que foi enviado, um ano antes, para negociar paz com uma pequena cidade estdado vizinha da índia, na região montanhosa próxima ao Nepal. Lá encontra uma cidade “impossível” chamada Teku Benga, isolada, antiga, de muitos deuses e cultos, de arquitetura esquisita e única, habitada por um povo estranho comandado por Sharan Kang, um rei/alto sacerdote (que dá medo). Vítima de uma emboscada, Oswald e seus homens tentam escapar do Templo do Futuro Buda, e ao percorrer os labirintos subterrâneos do templo, acaba sendo atirado para o ano de 1973, numa história alternativa da terra na qual o imperialismo não acabou, aviões não foram inventados, as grandes guerras mundiais não ocorreram e o progresso do mundo está ligado ao desenvolvimento de aeronaves dirigíveis (mais sofisticadas que os nossos dirigíveis) e progresso sob orientação das grandes nações imperialistas como Inglaterra, Estados Unidos, Rússia e Japão. Oswald é resgatado por um dirigível (o Péricles), das ruínas isoladas da própria cidade de Teku Benga. Neste futuro, o tenente se vê maravilhado neste mundo que ele mesmo chama de Utopia, pois por exemplo, em Londres a pobreza foi erradicada. Mas também se vê num futuro no qual não pertence. Ninguém acredita em sua história e a versão dos fatos aceita é que ele teve amnésia. Acaba, depois de alguns meses se adaptando e vai trabalhar como oficial de segurança em linhas aéreas comerciais. Porém, uma série de eventos força o ex-tenente a rever seus conceitos sobre a política imperialista. É um livro recheado de reflexões sobre política e o funcionamento da sociedade. O personagem se depara com algumas interessantes figuras em sua jornada, como Una Persson (recorrente em vários livros do autor), um Ronald Reagan alternativo muito interessante, entre outros. A única coisa que parece ameaçar essa “Utopia” vista por Oswald, são os grupos anarquistas e terroristas que pregam o regime socialista/comunista. Um fervoroso defensor do império Britânico e dos ideais de justiça de sua época, Bastable aos poucos se desilude e suas crenças são abaladas após encontrar-se como o “Senhor da Guerra dos Céus” um revolucionário chinês que construiu uma cidade socialista utópica: a Cidade do Amanhecer. Lá convivem pensadores, cientistas, escritores, políticos e militares. Eles se preparam para assaltar o modelo político do mundo para derrubar o imperialismo e substituí-lo pelo socialismo. Eu recomendo a leitura, pois é um livro de rápida e fácil leitura, com algumas boas discussões políticas, referências à cultura pop e onde pode se conhecer o gênero Steam Punk ainda em seu estado embrionário. Mas penso que essencialmente é uma narrativa de história alternativa.

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    Michael John Moorcock profile picture

    Michael John Moorcock

    Michael John Moorcock (nascido a 18 de Dezembro de 1939, em Londres, Inglaterra) é um escritor britânico prolífico que se dedica essencialmente à ficção científica e à fantasia, mas que também já publicou vários romances literários. Sem qualquer tipo de dúvida, as obras mais famosas de Moorcock são os romances Elric, que nos apresentam a personagem Elric de Melniboné. Nestes livros, Elric é um anti-herói escrito como o oposto deliberado daquilo que Moorcock via como clichés frequentemente encontrados em romances de aventura e fantasia inspirados pelas obras de J.R.R. Tolkien, para além de ser uma antítese directa do Conan de Robert E. Howard. Moorcock também escreveu vários pastiches de escritores que ele admirava nos tempos de juventude, tais como Edgar Rice Burroughs, Leigh Bracket e o próprio Howard. Todas as suas aventuras de fantasia contêm elementos de sátira e paródia, enquanto, simultaneamente, respeitam aqueles que ele considerava serem os fundamentos essenciais da forma. Embora estas possam representar as suas obras mais famosas nos Estados Unidos, no Reino Unido ele alcançou a proeminência enquanto escritor literário, com livros como Eis o Homem e The Final Programme a serem acolhidos como trabalho não tipificado. Romances como "The Cornelius Quartet", "Mother London", "King of the City" e "The Pyat Quartet" trouxeram-lhe renome entre os críticos de publicações como The Times Literary Supplement e The London Review of Books, passando a ser considerado como um dos grandes romancistas literários contemporâneos. Moorcock tornou-se editor de As Aventuras de Tarzan em 1956, com dezasseis anos de idade, vindo mais tarde a editar a Sexton Blake Library. Enquanto editor da controversa revista britânica de ficção científica New Worlds, de Maio de 1964 a Março de 1971 e depois de 1976 a 1996, Moorcock promoveu o desenvolvimento da Nova Onda no Reino Unido e, indirectamente, nos Estados Unidos. A sua publicação dividida em vários capítulos do livro Bug Jack Barron, de Norman Spinrad, tornou-se notória por levar a que vários deputados britânicos condenassem, no Parlamento, o financiamento da revista por parte do Conselho de Arte. Durante este período, ele escreveu ocasionalmente sob o pseudónimo "James Colvin", um "pseudónimo caseiro"usado por outros críticos na New Worlds. Um obituário satírico de Colvin apareceu no número 197 da New Worlds (Janeiro de 1970), escrito por um tal "William Barclay" (outro pseudónimo de Moorcock). De facto, Moorcock dá imenso uso às iniciais "JC", e não será totalmente por coincidência que estas sejam também as iniciais de Jesus Cristo, tema do seu romance de 1967 e vencedor de um Nébula, Eis o Homem, que nos conta a história de Karl Glogauer, um viajante no tempo que assume o papel de Cristo. Em anos mais recentes, Moorcock começou a utilizar "Warwick Colvin, Jr." como mais um pseudónimo, especialmente na sua série Second Ether. A introdução de Moorcock ao seu romance experimental Breakfast in the Ruins, referindo-se à ficção como o texto de um manuscrito encontrado após o "falecimento" do autor, foi um instrumento literário levado à letra por alguns leitores. O seu trabalho é frequentemente louvado como sendo complexo e profundo. O conceito de um "Campeão Eterno", que tem potencialmente múltiplas identidades através de múltiplas dimensões de realidade e universos alternativos, é o centro de muitos dos seus romances na área da fantasia. Esta cosmologia das suas obras é denominada "Multiverso". O "Campeão Eterno" está envolvido numa luta constante não só com as noções convencionais do Bem e do Mal, mas também na luta pelo equilíbrio entre Lei e Caos. Como referimos na introdução a este artigo, não restam quaisquer dúvidas de que, nos Estados Unidos, as suas obras mais famosas foram os romances Elric, que nos apresentam a personagem Elric de Melniboné. Moorcock escreveu as primeiras histórias de Elric como o oposto deliberado daquilo que via como clichés frequentemente encontrados em romances de aventura e fantasia inspirados pelas obras de J.R.R. Tolkien, bem como pelos trabalhos de Robert E. Howard. A popularidade de Elric ofuscou muitos dos seus outros trabalhos (os romances Hawkmoon e Corum são exemplos disso). A sua sequência do Campeão Eterno foi reunida em duas edições de colectâneas diferentes, num total de quinze livros, sendo que cada volume continha vários livros, pela Victor Gollancz no Reino Unido e pela White Wolf Publishing nos Estados Unidos. Em 2003, a Universal comprou os direitos da série Elric, para futura produção por parte dos irmãos Weitz. Uma das criações mais famosas de Moorcock foi Jerry Cornelius (mais um JC), um género de agente secreto de sexualidade ambígua; em todos os livros de Cornelius podemos encontrar as mesmas personagens. É óbvio que estes livros representavam, essencialmente, uma sátira aos tempos modernos, incluindo a Guerra do Vietname, ao mesmo tempo que representam uma nova variação da temática Multiverso. O primeiro livro sobre Jerry Cornelius, The Final Programme (1968) foi adaptado para o cinema. The Condition of Muzak, o quarto livro, ganhou o Guardian Fiction Award em 1977. A partir de 1998, Moorcock regressou a Cornelius numa série de novas histórias: "The Spencer Inheritance", "The Camus Connection", "Cheering for the Rockets", e "Firing the Cathedral", que tinha a ver com o 11 de Setembro. As quatro histórias foram incluídas na edição de 2003 de The Lives and Times of Jerry Cornelius. O conto mais recente de Cornelius foi publicado no jornal Nature em Maio de 2006 e chamava-se The Visible Men. A maioria dos primeiros trabalhos de Moorcock consistia em contos e romances relativamente curtos: ele mencionou que "eu conseguia escrever 15.000 palavras num dia e dava a mim próprio um prazo de três dias para cada volume. Foi assim que, por exemplo, os livros Hawkmoon foram escritos". A partir dos anos 80, Moorcock começou a ter uma tendência para escrever obras mais longas, mais literárias, mais mainstream, como é o caso de Mother London e Byzantium Endures, que obtiveram críticas deveras positivas, mas ele continua a revisitar personagens dos seus primeiros trabalhos, como Elric, em livros como The Dreamthief's Daughter ou The Skrayling Tree. Com a publicação do terceiro e último livro desta série, The White Wolf's Son, Moorcock anunciou que se iria "reformar" da escrita de ficção e fantasia heróicas, embora ele continue a escrever as aventuras de Elric em banda desenhada juntamente com o seu colaborador de longa data Walter Simonson. Também completou a sua série Colonel Pyat, incidindo sobre a temática do Holocausto Nazi. Moorcock começou esta série em 1981, com Byzantium Endures, e continuou-a em The Laughter of Carthage (1984) e Jerusalém Commands (1992), tendo a mesma culminado com The Vengeance of Rome (2006). Embora Moorcock seja principalmente conhecido pelas obras referidas anteriormente, ele também escreveu romances e contos cuja acção se passa no planeta Terra, vários milhões de anos no futuro; destes, poder-se-á dizer que o mais conhecido é The Dancers at the End of Time. Embora o seu livro premiado Gloriana, or The Unfulfilled Queen se passe numa história alternativa do planeta Terra, não se poderá dizer que se trata inteiramente de um romance de ficção. Moorcock está disposto a rever o seu trabalho publicado, como consequência das variações significantes que várias edições de um mesmo livro podem causar. Essas mudanças vão de simples alterações de título (por exemplo, a história de Elric The Flame Bringers a mudar para The Caravan of Forgotten Dreams nas edições dos anos 90 por parte da Gollancz e da White Wolf), à alteração de nomes das personagens (por exemplo, "Egan" a tornar-se "Reagen" na edição em colectâneas de The War Lord of the Air), passando por verdadeiras alterações de texto (por exemplo, a criação de vários novos capítulos para as colectâneas de The Steel Star) e até verdadeiras reestruturações (por exemplo, o conto Eis o Homem, de 1966, a passar a um romance completo em 1969).

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    Michael John Moorcock