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    Olhar Escutar Ler -

    Claude Lévi-Strauss

    Companhia das Letras
    1997
    151 páginas
    5h 2m
    ISBN-10: 8571646317
    Português Brasileiro
    3.6
    7 avaliações
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    Favoritos1Desejados45Avaliaram7

    Aarte sempre ocupou lugar de destaque nos trabalhos de Lévi-Strauss, não apenas como subsídio à compreensão de uma sociedade ou de uma cultura, mas como um objeto de interesse próprio. Este é o livro em que ela é, de modo mais exemplar,tratada como tal pelo antropólogo. Nele, como numa conversa franca,Lévi-Strauss revive e aprofunda algumas de suas maiores experiências artísticas: o romance de Proust, a pintura de Poussin, a música de Rameau e Wagner, sem esquecer a mitologia dos indígenas americanos.

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    3.6 / 7
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    Claude Lévi-Strauss

    Lévi-Strauss nasceu em Bruxelas, em 1908, numa visita de seus pais, franceses, a Bélgica. Criador da antropologia estrutural, é um dos maiores intelectuais do século XX. Estudou direito e filosofia em Paris, nos anos 1930. Em 1934, recebeu o convite da missão francesa ao Brasil para a criação da Universidade de São Paulo, na qual, aos 26 anos, ocupou a cadeira de Sociologia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Durante sua permanência no país, fez expedições ao interior, entre os povos Bororo, os Kadiwéu e os Nambikwara, recontadas mais tarde no seu célebre livro Tristes trópicos (1955). Foi a partir desses estudos no Brasil que Lévi-Strauss tornou-se etnólogo. Durante a Segunda Guerra, partiu para o exílio nos Estados Unidos, como professor da New School for Social Research. Na sua volta à França, lecionou na École de Hautes Études em Sciences Sociales e no Collège de France. Publicou O pensamento selvagem (1962) e Antropologia estrutural (1958, 1973), cujo primeiro volume foi reeditado pela Cosac Naify em 2008, mesmo ano em que teve sua obra incluída na coleção Pléiade, da editora francesa Gallimard. Ao longo de 20 anos dedicados ao estudo dos mitos dos povos indígenas americanos, escreveu sua obra maior, a série Mitológicas (1964, 1967, 1971, 1974; Cosac Naify). Fundou o Laboratório de Antropologia Social e a revista L’Homme (1961). Em 1973, passa a fazer parte da Academia Francesa. Faleceu em 1º de novembro de 2009, poucos dias antes de completar 101 anos.

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