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    Cadernos do Cárcere Vol. III -

    Antonio Gramsci

    Civilização Brasileira
    2000
    432 páginas
    14h 24m
    ISBN-10: 8520005373
    Português Brasileiro
    4.7
    8 avaliações
    Leram23Lendo17Querem155Relendo0Abandonos2Resenhas1
    Favoritos1Desejados155Avaliaram8

    Mais um livro da notável série de Antonio Gramsci está à disposição dos leitores brasileiros. No terceiro volume de CADERNOS DO CÁRCERE, o socialista italiano faz um estudo sobre as idéias de Maquiavel e prova que o pensador não apenas especulou sobre a realidade, mas criou uma sólida linha filosófica sobre governos e governados. Temas relativos ao Estado, às questões da hegemonia e à política - já familiares na obra de Gramsci - encontram eco nas idéias de Maquiavel. Este volume é dividido em três capítulos. O primeiro traz comentários sobre a política de Maquiavel, focado principalmente em sua obra mais famosa "O príncipe". "O caráter fundamental de O príncipe é o de não ser um tratado sistemático, mas um livro vivo, no qual a ideologia política e a ciência política fundem-se na forma dramática do mito", explica Gramsci, homem sem modelos, mas com conceitos que não cessava de interrogar. O segundo traça uma biografia de Maquiavel, seguindo as proezas do pensador. No último capítulo, o autor fala dos famosos cadernos, escritos na prisão. Sempre com o escrever tortuoso, ideal para escapar da censura fascista. Preso em 8 de novembro de 1926, Antonio Gramsci - que morreu, sem ter reconquistado a plena liberdade, em 25 de abril de 1937, com 46 anos - produziu no cárcere uma obra que o distinguiria, mais tarde, como uma das mais importantes figuras intelectuais do século XX. As milhares de páginas que ele escreveu em cadernos escolares - primeiro em sua cela na prisão de Túri, em Bári, e, mais tarde, numa clínica da cidade marítima de Fórmia, para onde foi transferido quando sua frágil saúde aproximou-se do colapso total - não foram escritas para ser publicadas e não foram impressas até depois da Segunda Guerra Mundial. Contudo, a publicação póstuma destes escritos teve um imediato e profundo impacto na cultura política italiana. Mais tarde, as teorias políticas e as análises culturais de Gramsci ganharam uma circulação mais ampla; as traduções dos apontamentos do cárcere em várias línguas asseguraram-lhes uma difusão global. Gramsci tornou-se um ponto de referência quase universal para a obra de humanistas e cientistas sociais em todo o mundo. Muitos dos conceitos e categorias de Gramsci - "hegemonia", "sociedade civil", "intelectuais tradicionais e orgânicos", "revolução passiva", "filosofia da práxis", "grupos sociais subalternos" etc. - são agora parte do vocabulário básico empregado por cientistas políticos, críticos da cultura, antropólogos, sociólogos e pedagogos. Carlos Nelson Coutinho é professor titular da UFRJ e faz parte da International Gramsci Society. Luís Sérgio Henriques é editor da revista eletrônica Gramsci e o Brasil, e Marco Aurélio Nogueira é professor livre-docente da UNESP. 1

    Resenhas (1)Ver mais
    Romeu Felix picture
    Romeu Felix27/02/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Fiz o fichamento sobre esta obra, a quem interessar:

    O livro "Cadernos do Cárcere" é uma obra escrita pelo italiano Antonio Gramsci, durante o período em que esteve preso pelo regime fascista de Mussolini. O livro é dividido em três volumes, sendo este fichamento referente ao volume III. Gramsci teve acesso a uma ampla biblioteca durante seu período na prisão, o que lhe permitiu desenvolver diversas reflexões e teorias sobre política, cultura, sociedade, literatura, linguagem, entre outros temas. Esse volume traz reflexões sobre a filosofia da prática, com destaque para o conceito de "hegemonia", que é a capacidade de um grupo dominante em impor suas ideias e valores como universais, de modo a fazer com que outras classes sociais os aceitem como se fossem os próprios. Além disso, Gramsci reflete sobre a relação entre intelectuais e a sociedade, destacando a importância dos primeiros no processo de transformação social. Ele discute também a relação entre política e cultura, afirmando que as manifestações culturais são reflexo das relações sociais e, ao mesmo tempo, têm o poder de transformá-las. Outro tema abordado é a relação entre literatura e realidade, com destaque para a importância da literatura como expressão da luta de classes. O livro é composto por diversos textos, escritos em momentos distintos do período em que Gramsci esteve preso, o que permite ao leitor acompanhar a evolução de suas reflexões e teorias ao longo do tempo. Apesar de ter sido escrito em um contexto histórico específico, as reflexões e teorias apresentadas por Gramsci ainda são relevantes para a compreensão da sociedade e da política contemporânea. Por: Romeu Felix Menin Junior.

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    4.7 / 8
    • 5 estrelas75%
    • 4 estrelas25%
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    Antonio Gramsci profile picture

    Antonio Gramsci

    Antonio Gramsci foi um filósofo marxista, jornalista, crítico literário e político italiano. Escreveu sobre teoria política, sociologia, antropologia e linguística Nascido em uma família pobre e numerosa, filho de Francesco Gramsci, Antonio foi vítima, antes dos 2 anos, de uma doença que o deixou corcunda e prejudicou seu crescimento. No entanto, foi um estudante brilhante, e aos 21 anos conseguiu um prêmio para estudar Letras na universidade de Turim. Gramsci freqüentou os círculos socialistas e entrou para o Partido Socialista em 1913. Transformou-se num jornalista notável, um escritor articulado da teoria política, escrevendo para o "LŽAvanti", órgão oficial do Partido Socialista e para vários jornais socialistas na Itália. Em 1919, rompeu com o partido. Militou em comissões de fábrica e ajudou a fundar o Partido Comunista Italiano em 1921, junto com Amadeo Bordiga. Gramsci foi à Rússia em 1922, onde representou o novo partido e encontrou G

    32 Livros
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    Sardenha, Itália

    Antonio Gramsci