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    A Penúltima Verdade (Ficção Científica Europa-América #74) - The Penultimate Truth

    Philip K. Dick

    Publicações Europa-América
    1984
    160 páginas
    5h 20m
    ISBN-13: 9789721017443
    Português
    4
    17 avaliações
    Leram28Lendo2Querem98Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos1Desejados98Avaliaram17

    "A Penúltima Verdade" (1964) descreve uma população toda vivendo no subsolo de uma Terra devastada, controlada por um governo com um grande segredo.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Davenir Viganon picture
    Davenir Viganon22/09/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O que está atrás da verdade

    "A Penúltima Verdade" é um romance de Philip K. Dick, um autor recorrente do blogue pelo simples fato de ser o meu favorito. Isso ocorre pelas suas histórias estarem envoltas de enredos interessantes, quebras de paradigmas da realidade e uma escrita aparentemente simples. A história começa em 2035, com Nicholas St. James, presidente do abrigo subterrâneo de Tom Mix, um dos muitos que protegem a população da Terra enquanto os Wes-Dem e os Pac-Peop travam uma guerra que já dura 13 anos com exércitos de robôs. São os únicos capazes de combater na superfície contaminada pelas bombas atômicas deflagradas no início do conflito. Os habitantes ficam sabendo das novidades do conflito através de Talbot Yancy, o líder supremo dos Wes-Dem que enfrentam as forças inimigas do Marechal Harenzany. As populações dos abrigos tem a missão de produzir robôs para que eles combatam na linha de frente. Você acreditou nessa história? Então, você foi enganado, assim como todos os habitantes dos abrigos de ambos os lados. Tudo não passa de uma farsa. A superfície radioativa? Está tomada por áreas verdes e restam poucas áreas contaminadas. A guerra? uma mentira contata para manter o povo nos abrigos. Os Robôs? são usados como serviçais de uma elite que divide lotes imensos de terra. Talbot Yancy? Sua aparições são resultado de um programa que insere discursos escritos por alguns profissionais dessa elite que estão a serviço de Brose e são chamados de Yancyman. E Nicholas St. James é incumbido da missão de subir a superfície e conseguir um pâncreas artificial para o único mecânico que consegue manter as cosas funcionando no abrigo Tom Mix. Acompanhamos também Joseph Adams, um dos escritores dos discursos de Yancy que após uma discussão com um jovem talento entre os Yancyman, David Lantano, acaba envolvendo-se em uma trama cheia de assassinatos e disputa pelo poder sobre a figura de Talbot Yancy. Adams segue numa busca pela verdade atrás da fábrica de mentiras. A obra usa o medo da guerra atômica apenas como pano de fundo e ironicamente acabou ajudando o livro anão ficar tão datado, pois geralmente as tecnologias cotidianas nas obras de PKD são bastante ultrapassadas, mas ninguém pode ser culpado de não prever a tecnologia digital em 1964. Uma 3GM tem potencial para regredir qualquer avanço civilizatório, quando não sua aniquilação. A tecnologia de órgãos artificiais está perdida e monopolizada por Brose que apesar de ser tratado como um vilão não permite que traçamos uma linha entre bons e maus. PKD é muito competente em colocar todos os personagens nas áreas cinzentas e somado a boa trama faz um livro muito bom, apesar não temos o melhor do autor, pois aqui falta os momentos mais lisérgicos que caracterizam seus livros. Recomendo a leitura, mas não para que se tire uma base do que é a obra de PKD, mas para os colecionadores como eu é um prato cheio!

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 17
    • 5 estrelas24%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Philip Kindred Dick profile picture

    Philip Kindred Dick

    Philip Kindred Dick, também conhecido pelas iniciais PKD, foi um escritor americano de ficção científica que alterou profundamente este gênero literário. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica e tornando-se um ícone da contracultura. Sua obra é marcada por fantasmagóricas histórias de paranóia e primam pela originalidade. Explorou em muitas das suas histórias temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não heróis galácticos comumente associados a obras do gênero. Sua obra mais conhecida em vida foi <i>O Homem no Castelo Alto</i> (1961), vencedor do Prêmio Hugo de ficção científica. Apesar de ter tido pouco reconhecimento em vida, a adaptação de várias das suas novelas ao cinema acabou por tornar a sua obra conhecida de um vasto público, sendo aclamado tanto pelo público como pela crítica. Filho de um funcionário do governo federal, a sua irmã gémea morreu quase à nascença. Os seus pais divorciaram-se quando Philip contava quatro anos de idade. Acompanhou a mãe na sua mudança para a Califórnia, onde estudou, ingressando na Escola Secundária de Berkeley, onde permaneceu até 1945. Matriculou-se então na Universidade da Califórnia, onde estudou Filosofia e Alemão, abandonando o curso para trabalhar como disc-jockey numa emissora de rádio, mantendo, ao mesmo tempo, uma loja discográfica. Começou a escrever nesta época, publicando o seu primeiro conto de ficção científica na revista Planet Stories. Chegou a terminar alguns romances de índole autobiográfica, mas não conseguiu encontrar quem os editasse. Decidiu portanto dedicar-se inteiramente à ficção científica, convicto de que este género poderia melhor abarcar as suas especulações filosóficas. A sua primeira obra publicada foi Solar Lottery de 1955. A ação da obra decorria no século XXIII, num tempo em que a democracia como forma de eleição foi substituída por uma sistema de loteria que decide as funções dos indivíduos na sociedade. No entanto, vem-se a descobrir que a sorte está viciada. Após o aparecimento de obras como Eye In The Sky de 1956, Dr Futurity de 1960 e Vulcan's Hammer de 1960, Philip K. Dick conseguiu ser reconhecido como escritor, sobretudo com a publicação de The Man In The High Castle (O Homem do Castelo Alto) de 1962. O romance recriava um mundo em que a Alemanha e o Japão haviam vencido a Segunda Guerra Mundial. Por ter mantido relações com o Partido Comunista norte-americano, o escritor foi alvo de cuidadosas investigações por parte do FBI e dos serviços secretos da Força Aérea dos EUA. A visão quase paranóica da realidade que Dick demonstrou em muitos dos seus trabalhos não seria portanto de todo infundada. Inspirando-se em ideias do Budismo, Cabalismo, Gnosticismo e outras doutrinas herméticas, e combinando-as com certos aspectos das novas crenças na parapsicologia, extraterrestres e percepção extra-sensorial, o autor criou mundos alternativos nos quais acabou eventualmente por julgar viver. Consumindo drogas em excesso, alegou ter sido contactado em 1974 por uma inteligência alienígena. PKD explorou em muitas das suas obras temas como a realidade e a humanidade, utilizando normalmente como personagens pessoas comuns e não os normais heróis galácticos de outras obras do gênero. Precursor do gênero cyberpunk, o seu livro Do Androids Dream of Electric Sheep? (Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?) inspirou o filme Blade Runner que, já perto da sua morte por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), serviu como introdução a Hollywood e levou a que outras obras suas fossem adaptadas ao cinema. Os filmes Minority Report: A Nova Lei, O Vingador do Futuro, Screamers: Assassinos Cibernéticos, O Pagamento, Impostor, O Vidente, Os Agentes do Destino e O Homem Duplo, também são baseados em novelas ou contos de Dick.

    162 Livros
    939 Seguidores
    Califórnia, Estados Unidos

    Philip Kindred Dick