O livro de estreia de Thiago Camelo é de compreender. Os versos curtos resumem o que apreende um olhar, o universo contido num modo de dizer. Esse universo afetivo abrange o imaginário de diversos bairros do Rio de Janeiro: Jacarepaguá, onde o poeta de 27 anos cresceu, Barra da Tijuca, onde viveu a adolescência, Copacabana, Botafogo e Jardim Botânico – moradas recentes e plenas de significado. Mas o lugar que chama de casa, onde agora vive, é Botafogo. E é de lá, de seu presente, que escreve seus poemas: o olhar fruto dessa peregrinação emocional, que permite enxergar a vida corrida em outros passos.
