Histórias para Corações Românticos -

    Alice Gray

    Hagnos
    2006
    88 páginas
    2h 56m
    ISBN-10: 8524303514
    Português Brasileiro

    O amor verdadeiro é um dom Concedido por Deus Ao homem solitário sob o céu. O elo prateado, o laço de prata, Coração a coração Mente a mente Em corpo e alma pode unir. O amor está no ar! Uma alma acha o caminho até outra alma, encontram-se em um propósito comum, escolhendo, cada uma, a vida intera de dedicação. Desde as paixões jovens até a devoção afetuosa e leal, o amor está em toda parte. Venha...delicie-se com a maravilha dessas ternas Histórias de amor, selecionadas da coleção Histórias para o coração, e celebre a beleza que há na essência do amor romântico.

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    Resenhas Cristãs14/08/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Histórias maravilhosas!

    Não tem muito o que falar dessa série da Alice Gray. São histórias lindas que tocam o coração de qualquer pessoa. Você pode talvez gostar mais de uma história do que outra, mas no geral sempre tem uma que falará mais ao seu coração do que outra. Decidi compartilhar aqui uma que me tocou muito. Espero que toque a você também: ****************************************************** Enquanto passeavam pelo convés do luxuoso transatlântico, eles eram a verdadeira imagem do romance. Andavam de braços dados, com as cabeças juntas, compartilhando histórias, segredos e sorrisos. Pelo que as pessoas podiam ver, o casal estava muito apaixonado. Debaixo da superfície, onde ninguém podia ver, havia, porém, algo mais. Algo que os olhos não podiam contemplar, os ouvidos não podiam ouvir e as mentes não podiam compreender. Abaixo da superfície havia um compromisso profundo e permanente que os unia com mais força e mais estreitamente do que as águas que sustentavam o navio em que se achavam, construído para não afundar. Seus nomes? Isidor e Ida Strauss. Havendo imigrado para a América, eles tinham começado do zero, poupando ao máximo, abrindo caminho naquele novo mundo e tornando seu nome conhecido. Com suor e lágrimas, conseguiram construir uma pequena loja de mercadorias na cidade de Nova York, à qual deram o nome de Macy's'. Enquanto passeavam pelo Titanic, naquele dia de abril em 1912, gozavam as férias muito merecidas. Gostavam da companhia um do outro. Sem que soubessem, aquele seria o último dia de sua vida juntos. Em 14 de abril de 1912, tarde da noite, o Titanic — o navio feito para não afundar, cruzando o Atlântico em sua viagem inaugural — bateu em um iceberg e começou a soçobrar. Os icebergs, como se sabe, só mostram uma porção de seu todo, a maior parte de sua massa imponderável fica abaixo da superfície do oceano. Dentro da água, onde nenhum olho podia ver, nenhum ouvido podia ouvir, mente alguma podia calcular sua profundidade e tamanho. À medida que o navio começou a inclinar-se e a encher-se água, a vida dos que estavam a bordo sofreu uma transformação. Alguns correram em busca de segurança. Outros, valentemente, prestaram auxílio a quem precisava de ajuda. Isidor e Ida Strauss andaram calmamente pelo convés, avaliando a situação antes de, finalmente, aproximar-se de um bote salva-vidas. A sra. Strauss começou a subir no barco, mas mudou de ideia no último minuto. Ela voltou-se para o marido e disse: — Vivemos juntos há muitos anos. Onde você for, eu vou. Os membros da tripulação ouviram suas palavras e tentaram, sem sucesso, fazê-la reconsiderar. Não quis ouvi-los. Um tripulante voltou-se para o velho sr. Strauss e disse: — Tenho certeza de que ninguém se oporia a que um senhor de sua idade entrasse no barco. Ele mostrou-se, porém, tão teimoso quanto a esposa. — Não vou antes dos outros homens. Depois disso, a questão foi encerrada. Um não iria sem o outro e, portanto, nenhum deles entraria no bote salva-vidas. A sra. Strauss aproximou-se da criada, que estava a salvo no bote salva-vidas e disse-lhe: — Leve o meu casaco de peles. Não precisarei mais dele. O velho casal andou alguns passos, até uma cadeira no convés e sentou-se para aguardar o inevitável. Os Strauss, da mesma forma que o iceberg, tinham mais debaixo da superfície do que poderia ser visto por um observador casual. É verdade que mostraram seu amor mútuo, mas essa era apenas a parte visível. Debaixo da superfície, havia um compromisso sólido entre eles que nada, nem mesmo a ameaça de morte, poderia abalar . - Jim Priest Alice Gray, Histórias Para Corações Românticos. (São Paulo: Hagnos, 2006). p. 75-77.

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