Sonetos a Orfeu - Elegias de Duíno

    Rainer Maria Rilke

    Editora Vozes
    1989
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Tanto as Elegias quanto os Sonetos nos libertam para um encontro com a essência da arte que se revela, ao velar-se aquém e/ou além de toda funcionalidade, seja dos sujeitos, seja dos objetos. Escutando o ditado dapoesia nas transições, opoeta é profeta no sentido de apresentar o por-vir no silêncio das falas. neste presente do futuro está toda a sua autoridade. Rilke o sentia na obscuridade essencial de suas poesias.

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    Ricardo de Almeida Rocha10/02/2011Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A arte de ser inteiro

    Não sei se é possível fazer uma resenha sobre qualquer livro de Rilke. Talvez a resenha possível fosse de toda sua obra, somada à correspondência com LouAndreas Salomé. Seja como for, é um mesmo livro, a sua vida. O livro de Horas é místico, sente um Deus próximo. Nas Elegias de Duíno - de beleza atordoante - há uma sepração e o homem é um ser que vagueia, nem anjo nem animal, acorrentado entre dois mundos. O livrinho (diminutivo apenas por causa do tamanho mesmo) Cartas a um jovem poeta diz tudo sobre arte e em particular literatura - diz sem estar dizendo, em cartas que não imaginava seriam publicadas. De tudo o que diz o mais relevante é que não há um poeta (um escritor, um artista) que o seja porque esteja entre os melhores ou nem tanto - mas quem não sobreviveria se não pudesse escrever. Nas cartas a Lou surge o homem, angustiado mas exultante nas mínimas coisas, esse artista pleno que havia retratado. Sim. Um artista. Há melhores e piores para o gosto de cada um. Mas se ele é mais que grande, porque é inteiro.

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