Linguagem do laudo pericial -

    José Fiker

    leud
    2005
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-10: 8574561991
    Português Brasileiro

    Baseado em tese de doutoramento defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, aprovada com distinção pela relevância do tema e escolhido pelo Instituto de Engenharia como melhor trabalho do ano em colaboração com a classe, premiado com medalha de ouro. José Fiker Doutor em Semiótica e Linguística Geral (com ênfase em Laudos Periciais) pela USP. Engenheiro civil, advogado e administrador de empresas, com longa folha de serviços prestados ao Metrô de São Paulo, Caixa Econômica Federal, Banespa, Eletropaulo, EMURB, entre outras. Foi fundador e primeiro presidente da Câmara de Valores do IBAPE - Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia, perito dos Tribunais de Alçada e Justiça. Coordenador da Divisão de Avaliações e Perícias do Instituto de Engenharia. Graduado em Português, Latim e Linguística, foi professor e coordenador do curso de Pós-Graduação em Avaliações e Perícias de Engenharia da FAAP - Fundação Armando Álvares Penteado (Engenharia Legal e Técnica de Redação de Laudos), Assessor Jurídico da Diretoria do IBAPE NACIONAL, Diretor Presidente da EMBRAVAL - Empresa Brasileira de Avaliações S/C Ltda. Colaborou nas comissões de normas de avaliações de imóveis da ABNT, do IBAPE/SP e dos Peritos Judiciais, tendo ministr ado a maioria dos cursos de avaliações de imóveis do IBAPE/SP e do CREA. É autor dos livros Manual de Redação de Laudos e Manual de Avaliações e Perícias em Imóveis Urbanos, pela Editora Pini; Manual Prático de Direito das Construções, Linguagem do Laudo Pericial, Perícias e Avaliações de Engenharia - Fundamentos Práticos e A Perícia Judicial - Como Redigir Laudos e Argumentar Dialeticamente, em co-autoria com Joaquim da Rocha Medeiros Júnior, pela LEUD - Livraria e Editora Universitária de Direito. Pós-Graduado em Avaliações e Perícias de Engenharia. Medalha de Ouro - melhor trabalho do ano - Instituto de Engenharia.

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    Denis Caldas picture
    Denis Caldas11/01/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    De um engenheiro civil para todos

    Um livro muito bom para qualquer profissional que quer enveredar na seara pericial, trazendo insights que você não encontra nem no banco da escola nem em vídeos do TikTok, escrito por quem tem a teoria e a prática dominadas com maestria, elegância e técnica. Os exemplos práticos são da área da engenharia civil, mas a essência é universal. Deixemos que o próprio dr. Fiker nos encante: "Não existem disciplinas nas escolas de engenharia que ensinem a fazer laudos. Por outro lado, também as faculdades de Direito não se interessam pelo assunto. Embora dediquem dois anos à parte de Medicina Legal, sequer conhecem o termo Engenharia Legal, isto é, a parte da engenharia que auxilia o juiz na prova pericial. E note-se que a Engenharia Legal tem um campo muito mais amplo de aplicações que a Medicina Legal (desapropriações, avaliações de aluguéis, vistorias técnicas, ações reais imobiliárias etc)." (Cap.2 - O que não se aprende na escola) "O juiz indeferiu o quesito acima de plano por considerá-lo descabido e absurdo. Com razão, porque o que o ilustre formulador do quesito quis dizer é se a benfeitoria era voluptuária, isto é, desnecessária, feita somente para deleite do inquilino. E não voluptuosa, cuja significação tem a ver com volúpia, objeto sexual, sensual. Aqui, o perguntador desconheceu tanto a linguagem técnica como a jurídica, desconheceu simplesmente a língua portuguesa." (pg. 66, Cap. 20 - Formulação de quesitos) "Neste caso, temos o extremo oposto: linguagem excessivamente rebuscada, que também acaba resvalando no ridículo pelo exagero que denota. É verdade que se trata de um memorial escrito por advogados e que, portanto, espelha muito mais a linguagem do juiz do que a do perito. Mas existem peritos que costumam adentrar esse terreno e nem sempre com muito sucesso. É mais comum ao juiz, quando justifica sua sentença, utilizar-se de termos bombásticos e de efeito retórico retumbante. A incursão do perito nesse campo pode provocar estranheza ao juiz e pode não ser bem recebida. Ainda mais se o perito não dominar, como em geral não domina, a linguagem gongórica, que, aliás, já caiu em desuso. Pode, resultar aberrações que distorçam completamente a tese a ser provocada pelo experto." (pg. 201, Exemplo n° 11 - Exemplo de linguagem empolada e gongórica)

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