Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores59
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Geografia de Dona Benta -

    Monteiro Lobato

    Brasiliense
    1995
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-10: 8511190082
    Português Brasileiro
    4.3
    16 avaliações
    Leram48Lendo0Querem10Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos2Desejados10Avaliaram16

    Em vez de estudar geografia nos livros, como fazem todas as crianças, o pessoalzinho do sítio embarca no "O terror dos Mares" e sai pelo mundo afora, a "viver" geografia. E a geografia, aquele estudo penoso e tão sem graça, se torna uma aventura linda, com paradas em inúmeros portos e descidas em terra para ver as coisas mais notáveis de todos os países. É brincadeira das mais divertidas e é um preciosíssimo curso de geografia, porque as noções desse modo adquiridas ficam para sempre - não são esquecidas nunca.

    Resenhas (1)Ver mais
    R . picture
    R .09/12/2017Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Edição publicada pela Brasiliense (2002)

    O livro foi publicado em 1935, após o espetacular "História do mundo para crianças". Dona Benta continua a dividir conhecimentos com a turminha, dessa vez privilegiando a astronomia, a geologia, a botânica, a zoologia, a antropologia e, logicamente, a geografia (que é um pouco disso tudo e muito mais). Os picapaus embarcam no "Terror dos Mares" em uma gostosa expedição de descobertas mundo afora, contando com Dona Benta, Pedrinho, Narizinho, Visconde, Emília, Tia Nastácia e o Quindim. Claro, claro! Também cada leitor ávido pelo saber. Só não foi o Rabicó, barrado por motivo de força maior, digo, gula maior. Quó, quó, quó, quó, quó! (a risada do Quindim). Traçando um panorama, Lobato inicia falando da astronomia, apresenta um pouco das regiões brasileiras e daí para frente pincela uma percepção de cada continente, onde destaca certas nações. Alguns informes estão desatualizados, como não poderia ser diferente. A cidade de Fortaleza, por exemplo, foi citada com população em torno de 900 mil e hoje é uma das capitais brasileiras mais populosas, na casa de dois milhões de habitantes (dedico essa resenha para alguém de lá, que costuma elogiar essas singelas considerações sobre o Sítio. rsrsrs!). A obra é graciosa, mas não tem a mesma genialidade da anterior, onde a turminha tinha maior interação com as informações. Em muitas passagens, vemos apenas uma descrição formal, sem interações com a população local, sem maiores investigações de curiosidades ou contrastes. De todas nesse sentido, fiquei desapontado com a passagem pelo meu Norte, onde apenas se registraram descrições descambando para um cenário idílico. Visão que perdura até hoje para muitos desinformados. Só Manaus foi citada, por conta do declínio dos áureos tempos do ciclo da borracha. Ô seu Lobato! Como seria legal citar Belém e suas facetas culturais, e, em um delírio meu que sei que seria super improvável, o Amapá. Por que não? Já que era uma terra remotíssima e com boa parte recém anexada ao Brasil (em 1900, através do Laudo Suíço) após anos de peleja com os franceses. Ah, tudo bem não citar minha terra, mas pera lá! Heresia não falar do nosso açaí, hein! Égua, não! Deveria ser citado e a turminha tinha que experimentar. KKKK! Só exercício imaginativo instigado pela obra... Ah, realmente não lembro agora se o açaí foi mencionado. Entre as nações, o Lobato deu uma atenção toda especial para a China. Que é mostrada como vítima de povos invasores em sua história e é percebida como uma das nações mais grandiosas do mundo, com muito potencial (o que se confirma na atualidade). Não sei muita coisa da biografia do autor, mas esse aspecto novamente reforça minha percepção que era simpatizante do comunismo. Não sei sobre isso... Um dia investigo. Gostei das passagens pela Austrália e pela África. Lobato parece que não conhecia muita coisa de educação ambiental... Dessa vez quem respondeu com maior frequência às colocações de Dona Benta foi a Emília, sempre em um tom ingênuo, irônico ou com picardia. Narizinho, no que tinha concluído no livro anterior, é citada como alguém que realmente não gosta de histórias tristes, se comovendo mais que os outros. Deu pena também da Emília e Visconde não poder experimentar os alimentos. A ciência apresentada tem conotação um tanto arcaica e retrógrada, pois em todo recurso natural apresentado há uma expectativa ou desejo de exploração, mas de maneira que não expressa algo racional (caça, pesca, extração de qualquer jeito, com uma visão de recurso que não acaba). A garoupa e a araucária, por exemplo, são citadas em uma dessas visões e hoje são espécies ameaçadas e protegidas por leis. Desenvolvimento sustentável ainda era algo de pouca importância na prática. Eita! Em passagem pela África o Pedrinho lamentou não ter uma espingarda diante da visão de muitos animais... Só observações... De pouco ou nenhum valor, mas que o livro me fez pensar na leitura. Ah, um aspecto final. Há tempos venho observando que muitas obras do Sítio tem retoques, por citarem coisas vindouras, pós ano de publicação. Em geral atribuo ao Lobato, mas dessa vez os tais retoques apontam coisas posteriores a sua morte, como a fundação de Brasília e chegada dos primeiros homens a Lua. Ah, por favor, não adulterem o texto de Lobato! Se é para incluir algo, penso que deveria ser um texto introdutório para cada obra, contextualizando o momento e alertando para tudo estar em uma visão de época, como os textos em que Lobato é rotulado como racista. Cada livro deveria ter uma introdução mais ou menos com um parecer por aí, nessas coisas. Só não mexam no texto de Lobato, como me parece que em alguns momentos aconteceu nesse livro (e talvez em outros). Só intuição,,, Posso também estar enganado sobre os acréscimos e Lobato quem sabe não falou de maneira visionária... Mas sobre os textos introdutórios, é algo que assino em baixo como desejo de que se estabelecessem. Um pequeno parecer do editor, nada mais que isso. Não lembro de mais coisas onde fui mais instigado, então é o fim. Legal! Legal! Novamente me diverti e quem quiser que conte outra. Quó, quó, quó, quó, quó!

    5 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.3 / 16
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas31%
    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Monteiro Lobato profile picture

    Monteiro Lobato

    José Bento Renato Monteiro Lobato foi um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX. Foi um importante editor de livros inéditos e autor de importantes traduções. Seguido a seu precursor Figueiredo Pimentel ("Contos da Carochinha") da literatura infantil brasileira, ficou popularmente conhecido pelo conjunto educativo, bem como divertido, de sua obra de livros infantis, que constitui aproximadamente a metade da sua produção literária. A outra metade, consistindo de contos (geralmente sobre temas brasileiros), artigos, críticas, crônicas, prefácios, cartas, um livro sobre a importância do petróleo e do ferro, e um único romance, O Presidente Negro, o qual não alcançou a mesma popularidade que suas obras para crianças. Obra infantil: Coleção Sítio do Picapau Amarelo 1921 - O Saci 1922 - Fábulas 1927 - As aventuras de Hans Staden 1930 - Peter Pan 1931 - Reinações de Narizinho 1932 - Viagem ao céu 1933 - Caçadas de Pedrinho 1933 - História do mundo para as crianças 1934 - Emília no país da gramática 1935 - Aritmética da Emília 1935 - Geografia de Dona Benta 1935 - História das invenções 1936 - Dom Quixote das crianças 1936 - Memórias da Emília 1937 - Serões de Dona Benta 1937 - O poço do Visconde 1937 - Histórias de Tia Nastácia 1939 - O Picapau Amarelo 1939 - O minotauro 1941 - A reforma da natureza 1942 - A chave do tamanho 1944 - Os doze trabalhos de Hércules (dois volumes) 1947 - Histórias diversas Outros livros infantis (quase todos compilados no volume Reinações de Narizinho) 1920 - A menina do narizinho arrebitado 1921 - Fábulas de Narizinho 1921 - Narizinho arrebitado (incluído em Reinações de Narizinho) 1922 - O marquês de Rabicó (incluído em Reinações de Narizinho) 1924 - A caçada da onça 1924 - Jeca Tatuzinho 1924 - O noivado de Narizinho (incluído em Reinações de Narizinho, com o nome de O casamento de Narizinho) 1928 - Aventuras do príncipe (incluído em Reinações de Narizinho) 1928 - O Gato Félix (incluído em Reinações de Narizinho) 1928 - A cara de coruja (incluído em Reinações de Narizinho) 1929 - O irmão de Pinóquio (incluído em Reinações de Narizinho) 1929 - O circo de escavalinho (incluído em "Reinações de Narizinho, com o nome O circo de cavalinhos) 1930 - A pena de papagaio (incluído em Reinações de Narizinho) 1931 - O pó de pirlimpimpim (incluído em Reinações de Narizinho) 1933 - Novas reinações de Narizinho 1938 - O museu da Emília (peça de teatro, incluída no livro Histórias diversas) Livros para adultos: O Saci Pererê: resultado de um inquérito (1918) Urupês (1918) Problema vital (1918) Cidades mortas (1919) Ideias de Jeca Tatu (1919) Negrinha (1920) A onda verde (1921) O macaco que se fez homem (1923) Mundo da lua (1923) Contos escolhidos (1923) O garimpeiro do Rio das Garças (1924) O Presidente Negro/O choque (1926) Mr. Slang e o Brasil (1927) Ferro (1931) América (1932) Na antevéspera (1933) Contos leves (1935) O escândalo do petróleo (1936) Contos pesados (1940) O espanto das gentes (1941) Urupês, outros contos e coisas (1943) A barca de Gleyre (1944) Zé Brasil (1947) Prefácios e entrevistas (1947) Literatura do minarete (1948) Conferências, artigos e crônicas (1948) Cartas escolhidas (1948) Críticas e outras notas (1948) Cartas de amor (1948)

    197 Livros
    792 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Monteiro Lobato