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    Yeshuah (Yeshuah #2) - O Círculo Interno o Círculo Externo

    Laudo Ferreira

    Devir
    2010
    136 páginas
    4h 32m
    ISBN-13: 9788575324387
    Português Brasileiro
    4.2
    26 avaliações
    Leram38Lendo2Querem13Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos6Desejados13Avaliaram26

    Segundo volume da trilogia Yeshuah, onde o autor, o desenhista e roteirista Laudo Ferreira conta a vida de Jesus dentro de uma visão pessoal. O roteiro foi feito baseado em pesquisas feitas pelo próprio Laudo em cima de textos apócrifos, textos de estudiosos e algumas bases históricas. Como na primeira parte, “Assim em cima assim embaixo”, lançado no final de 2009, Yeshuah, busca mostrar Jesus dentro de uma perspectiva mais humana, para isso, o autor despe a figura de Cristo de dogmas e preceitos de qualquer tipo de religião. Um detalhe à parte, são os nomes e locais que foram traduzidos para o hebraico, assim, Jesus é Yeshu, João é Yohanán e Maria Madalena, Miriam de Magdalit, o próprio título da trilogia Yeshuah, significa salvação. Nessa segunda parte, mostra a formação do grupo de seguidores de Jesus, a entrada de Maria Madalena no grupo, como reagem os altos sacerdotes ante o aparecimento de um novo carismático pregador logo após a morte do profeta João Batista.

    Resenhas (3)Ver mais
    R . picture
    R .09/12/2015Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A HQ faz parte da trilogia assinada por Laudo Ferreira e Omar Viñole, sobre a vida de Cristo, é o segundo volume da coleção e se estende da prisão de João Batista até a entrada de Judas Iscariotes no grupo dos discípulos próximos de Jesus. Os eventos não são descritos na mesma ordem de apresentação da Bíblia e a abordagem é baseada nos evangelhos canônicos e literatura apócrifa. A obra privilegia a humanidade de Cristo que, invariavelmente, é percebida de maneira muito romantizada e idealizada pela tradição popular. Para isso, autor procura retratar o ambiente em suas angústias rotineiras - como a insatisfação na sujeição a Roma, a expectativa de um libertador profetizado, a decadência moral no governo e religião e as frustrações diversas - refletindo isso nas expectativas em relação a Cristo e na maneira como Jesus tinha que lidar cotidianamente com isso. Essa percepção de nervos à flor da pele - entre outras coisas, pelo que ilustrei - é o ponto central nessa obra, que vai assumindo um tom dramático entre esses anseios e a resposta revolucionária que Jesus propunha para elas. A parte divinizada, de apreciação dos milagres, não é enfática e o Cristo se insere nesse caldeirão com valorização maior a uma nova mentalidade proposta. Isso é interessante, mas aquele nível em que o próprio Jesus sucumbe a essas pressões, ficando suscetível e levado a prática do que procurava mudar eu não reconheço. Tem passagens que são claramente apócrifas e outras, para espanto e alarde de muitos, baseiam-se nos relatos bíblicos, desconhecidos ou ignorados pelo conformismo tradicional ou por uma certa ignorância ou descaso na leitura e investigação delas. Realço aqui uma passagem bíblica no espírito do que tento expressar, se é que me faço entender (medite em Atos 17:11). Entre as tais passagens escandalosas para muitos, mas bíblicas, está o registro da família de Jesus (irmãos), citando-se até seus nomes e a oposição que fizeram a Ele em determinado contexto. Só ler a Bíblia! Na apresentação de Maria Madalena senti também uma certa influência não bíblica, com ela solitária entre os discípulos. O roteiro parece querer instigar uma representatividade diferenciada para Jesus. Oras! Ela era seguidora sim, mas não a única - como é descrito em Lucas 8:1-3. Gostei da projeção dada a Maria, sua mãe, onde ressalta-se o sofrimento, amor e temor interno pelo filho quanto a seu destino. O João Batista também está muito enfático e gostaria que fosse mostrado os eventos finais que culminaram em sua morte. A arte tem sua identidade com desenhos longilíneos muito expressivos. Resguardando-se os limites, está mais para o drama renascentista espanhol de El Greco que para a suavidade sacra dos renascentistas florentinos. "Yeshuah, o círculo interno o círculo externo" traz essa abordagem, em uma fusão de saberes tradicionais e racionalmente projetados. Finalizando, legal a proposta de resgate de nomes bíblicos em sua linguagem original, com direito até a uma pequena lista de ajuda. Gostaria de ver os outros volumes e não esqueçamos as palavras do Mestre: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e elas mesmas são as que dão testemunho de mim" (João 5:39)

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    4.2 / 26
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    • 4 estrelas27%
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    • 1 estrelas0%
    Laudo Ferreira profile picture

    Laudo Ferreira

    Roteirista e desenhista, atuante há muitos anos no cenário dos quadrinhos no Brasil, transitando entre o cenário independente e editorial. Ao longo de sua carreira já ganhou vários prêmios da área, como HQMIX e Angelo Agostini, tanto como desenhista ou roteirista, como por seus trabalhos, destacando “Yeshuah Absoluto”, “Cadernos de Viagem” e a minissérie “Depois da meia-noite”. Entre seus inúmeros trabalhos lançados, os que mais se destacam por sucesso entre leitores e críticas, estão a trilogia de álbuns “Yeshuah”, “História do Clube da Esquina”, “Cadernos de Viagem”, a série da personagem Tianinha, e as adaptações de “Auto da barca do inferno” e do filme “À meia-noite levarei a sua alma”. Paralelo à sua carreira nos quadrinhos, trabalha há mais de vinte e cinco anos como ilustrador, desenvolvendo ao longo de todo esse tempo trabalhos para algumas agências de publicidade como Beckerman, Meio & Mensagem, além do mercado editorial, ilustrando revistas como “Sexy”, “Playboy”, “Set”, “Pesca & Cia” e “Alternativa”.

    24 Livros
    4 Seguidores

    Laudo Ferreira