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    Acelerado - A velocidade da vida moderna. O desafio de lidar com o tempo

    James Gleick

    Campus / Elsevier
    2000
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-10: 8535205772
    Português Brasileiro
    3.8
    6 avaliações
    Leram11Lendo1Querem66Relendo0Abandonos2Resenhas1
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    A moderna era tecnocrática é definida pela aceleração. Nossos computadores, nossos filmes, nossas vidas sexuais, nossas orações – tudo vai mais rápido agora do que jamais foi. E, quanto mais preenchemos nossas vidas com mecanismos e estratégias que nos poupam o tempo, com mais pressa nos sentimos. Neste livro, Gleick explora nada menos que a condição humana na virada do milênio e acende uma luz de relato analítico sobre os novos paradoxos do tempo.

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    Marco Antonio Breviglieri picture
    Marco Antonio Breviglieri22/10/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Reflexão sobre o tempo

    Já faz algum tempo procurava pelos livros deste autor, que tem temas muito interessantes, como “Caos”, “Informação” e as biografias de Richard Feynman e Isaac Newton. E de fato o autor não decepciona, pode ser colocado naquela categoria de livros que nos dão a impressão de que nos tornam mais inteligentes. O tema do livro é a aceleração da vida moderna, como a percebemos, ela é de fato real ou apenas temos a impressão de que a vida esta mais acelerada ? As tecnologias chegaram ao auge do controle e aplicação do tempo, e a tecnologia que prometeu a economia do tempo também criou a sensação de que o tempo passa rápido demais. O autor começa o livro descrevendo sua visita a Diretoria do Tempo, agência militar norte americana, no Observatório Naval, o primeiro observatório nacional dos Estados Unidos, onde é mantido o principal relógio do mundo, composto de um grupo de diversos relógios atômicos, e interligado com relógios atômicos de outras partes do mundo por fibras ópticas, montando o segundo com os seus 9 bilhões de partes, o máximo da precisão possível, a era dos nano segundos, uma obsessão que só faz sentido no nosso tempo. Alguns exemplos nos ajudam a entender que a vida de fato esta de fato mais acelerada, por exemplo, hoje é comum que as pessoas conversem sobre estratégias para economizar tempo, tal conversa não faria sentido a 100 anos atrás, talvez nem mesmo entre nossos avós. O livro passa por muitos exemplos. Mudança nos programas de TV e da duração dos comerciais, a mudança dos saguões das corretoras para os “day tradders” on line, do Fedex e muitos outros. O livro tem um capitulo dedicado a tecnologia dos elevadores (O botão que fecha a porta). Um objeto da nossa era que faz diariamente mais de 2 bilhões de viagens no mundo moderno, e se depara com a impaciência de seus usuários diante de si. Para frear a impaciência das pessoas os elevadores hoje, mais modernos tem maior capacidade de processamento do que o foguete que levou o homem a lua. Fala por exemplo sobre as mudanças na TV, na forma como as pessoas assistem aos programas. Os comerciais de 30 segundos, já uma revolução na década de 70, ganhariam ainda versões mais curtas, especialmente famosas ficaram as vinhetas de 3 a 5 segundos na MTV, criando toda uma nova linguagem nas décadas de 80 e 90. Uma linguagem muito rápida, no limite da percepção das pessoas. Todos estes pontos nos levam a compreensão de que o tempo é o nosso maior bem. E hoje ele se encontra espremido. Conforme o autor menciona, para onde foram parar os minutos e horas economizados pelas novas tecnologias ? Achei fundamental a reflexão deste livro sobre a forma como a sociedade atual considera o tempo, de como estamos condicionados a uma aceleração constante. Entender estes aspectos é muito importante para a forma como lidamos com nossas responsabilidades profissionais. O livro esta repleto de exemplos de como a tecnologia acelerou o nosso ritmo de vida, cita a lei de Moore como grande responsável por esta aceleração, e tem capítulos muito interessantes como “No tempo da Internet”, em que o autor consegue fazer uma reflexão muito interessante sobre o impacto da Internet na vida das pessoas, e faz isto não de uma forma repetitiva, tendo já tudo já sido falado sobre este assunto. Ele menciona, por exemplo, que a antiquada correspondência manual, servia de amortecedor. Assim como os engenheiros de autoestradas descobriram que poderiam evitar o congestionamento nas pistas, segurando os carros nas rampas de entradas, forçando-os a esperar em sinais vermelhos aparentemente sem sentido, para seu próprio bem. Da mesma forma os atrasos nas comunicações de negócios, antes do correio eletrônico, antes do Fedex, funcionavam como pausas para reflexão. As decisões podiam fermentar durante períodos de uma lentidão acidental. Em contrapartida hoje nós não refletimos sobre a informação, apenas reagimos a elas, de modo que não conseguimos nos adaptar, talvez precisemos reservar um tempo formal para deliberação, onde antes usávamos um tempo acidental. Assim este livro ajudou-me a considerar o assunto do tempo a partir de outra visão, mais elevada, mas também mais equilibrada, visto o autor não deixar de demonstrar também algumas insanidades presentes na aceleração constante do uso do tempo. Porém é essencial entendermos como funciona a sociedade moderna, e qual sua relação com o tempo, como quem olha de fora para um acontecimento, e assim traçarmos estratégias que levem em conta a percepção e expectativas das pessoas.

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 6
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    James Gleick profile picture

    James Gleick

    James Gleick (Nova Iorque, 1954) é um escritor, jornalista e ensaísta estadunidense. Suas obras versam fundamentalmente sobre temas e pessoas da tecnologia e ciências. Em especial seu livro sobre a história da teoria do caos e sua biografia de Richard Feynman foram best-seller. Formado pela Universidade Harvard em 1976, trabalhou dentre outros no The New York Times.

    8 Livros
    9 Seguidores
    New York , EUA

    James Gleick