"Mas o pessoal não entendia que tudo isso, anistia, eleições e tudo mais, er apenas mais uma jogada falaciosa da santa deusa e imortal burguesia. Na verdade, ela não tinha cedido um milímetro sequer. A roda da história continuava girando, mas ela sempre por cima. A opressão continuaria cada vez mais maior e mais dura, sem complacência, sem crítica severa, sem contestação verdadeira. A morte rápida desapareceu, não se matava mais por torturas ou por pancadas ou tiros. Em seu lugar surgiu - ou ressurgiu - a morte lenta do baixo salário, do desemprego, do custo de vida, do abandono. Ou seja, se era, para muitos, um suicídio a militância revolucionária, como deveríamos chamar a morte voluntária da submissão às novas formas de opressão social e econômica? O que fazer?
O homem de amarelo -
Hersh Wladimir Basbaum
Parma
1987
124 páginas
4h 8m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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