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    Arte Como Experiência -

    John Dewey

    Martins Fontes
    2010
    646 páginas
    21h 32m
    ISBN-13: 9788561635541
    Português Brasileiro
    4.5
    17 avaliações
    Leram48Lendo27Querem179Relendo2Abandonos6Resenhas2
    Favoritos4Desejados179Avaliaram17

    'Arte como experiência' foi publicado pela primeira vez em 1934, é o resultado de uma série de palestras semanais ministradas por John Dewey na Harvard University e, desde então, é considerado um importante trabalho de um filósofo norte-americano a respeito da estrutura formal das artes e de seu impacto sobre o espectador, leitor ou ouvinte. Segundo Dewey, a experiência, essa negociação consciente entre o eu e o mundo, é uma característica irredutível da vida, e não há experiência mais intensa do que a arte.

    Resenhas (2)Ver mais
    João  picture
    João 12/11/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Arte como Experiência

    A obra "Arte como Experiência" de John Dewey é uma contribuição seminal para a compreensão da arte e da experiência estética. Dewey, filósofo e educador americano, argumenta que a arte não deve ser vista como algo isolado da vida cotidiana, mas sim como uma experiência que está enraizada na interação dinâmica entre o indivíduo e o ambiente. Uma das principais ideias do livro é que a arte é uma forma de expressão que envolve a totalidade da experiência humana, incluindo emoções, pensamentos e ação. Dewey desafia a visão tradicional da arte como algo separado da vida real e a coloca no contexto da experiência vivida. Ele argumenta que a arte é um processo de comunicação, no qual o artista expressa suas experiências e o público interpreta essas expressões de acordo com suas próprias vivências. Dewey também destaca a importância da continuidade entre a experiência estética e a experiência cotidiana. Ele acredita que a arte não deve ser vista como um refúgio da vida real, mas como uma extensão dela, enriquecendo nossa compreensão do mundo e nosso envolvimento com ele. Uma crítica possível ao livro é que, apesar de suas ideias serem profundas e influentes, a linguagem de Dewey pode ser densa e filosófica, o que pode dificultar a compreensão para leitores não familiarizados com a filosofia. Além disso, algumas das ideias de Dewey podem ser vistas como idealistas, na medida em que ele enfatiza a importância da experiência estética positiva, o que pode ser interpretado como uma visão otimista da arte. No entanto, "Arte como Experiência" continua a ser uma obra essencial para quem deseja explorar as complexidades da arte e da estética. Dewey desafia os leitores a repensar sua compreensão da arte e a apreciá-la como uma parte integral da experiência humana. Sua ênfase na interação entre o indivíduo e o ambiente e na continuidade entre a arte e a vida cotidiana é uma contribuição valiosa para o campo da estética. Mais uma obra obrigatória para quem cursa artes Visuais, recomendo a leitura!

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 17
    • 5 estrelas59%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas6%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    John Dewey profile picture

    John Dewey

    Graduou-se pela Universidade de Vermont em 1879 e exerceu as funções de professor do secundário durante dois anos, tempo em que desenvolveu um profundo interesse por filosofia. Em setembro de 1882, deixou o ensino e retomou os estudos de filosofia na Universidade Johns Hopkins, onde obteve o doutoramento. Dewey exerceu a função de professor de Filosofia na Universidade de Michigan, onde ensinou a partir de setembro de 1884. Três anos mais tarde (1887), publicava o seu primeiro livro, Psychology, onde propunha um sistema filosófico que conjugava o estudo científico da psicologia com a filosofia idealista alemã. Esse livro foi importante para o passo seguinte da carreira de Dewey: o cargo de professor de Filosofia Mental e Moral na Universidade de Minnesota, que assumiu em 1888. Porém, no ano seguinte, após a morte súbita do seu mentor, George Morris, regressou à Universidade de Michigan para se tornar chefe do Departamento de Filosofia. Em 1894, no entanto, saiu de Michigan para a recém-criada Universidade de Chicago onde logo passaria a liderar o departamento de Filosofia e o departamento de Pedagogia, criado por sua sugestão. No final da década de 1890, Dewey começou a afastar-se da sua anterior visão idealista neo-hegeliana e a adotar uma nova posição, que viria a ser conhecida mais tarde como pragmatismo. Depois de problemas graves na política interna do Departamento de Educação da Universidade de Chicago, Dewey abandonou a instituição para se ligar à Universidade de Columbia, em Nova Iorque, onde permaneceu até ao fim da sua carreira no ensino, em 1930. Continuou, no entanto, a ensinar como professor emérito até 1939, e continuou a escrever e a intervir socialmente até às vésperas da morte.

    8 Livros
    9 Seguidores
    Vermont, Estados Unidos

    John Dewey