Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores75
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Os Últimos Dias de Paupéria -

    Torquato Neto

    Eldorado
    1973
    116 páginas
    3h 52m
    ISBN-6: 000000
    Português Brasileiro
    4.5
    12 avaliações
    Leram22Lendo3Querem50Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos4Desejados50Avaliaram12

    Livro póstumo de 1973, "Os Últimos Dias de Paupéria", com curadoria de Waly Salomão e Ana Maria Duarte, publicado cerca de um ano depois da morte do poeta e letrista Torquato Neto, reunindo poemas e crônicas da sua coluna “Geléia Geral” no jornal Última Hora, onde cobria a vida cultural brasileira (especialmente do Rio), com foco na música, no cinema e num pouco de literatura.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    @psi.adriana.scarpin picture
    @psi.adriana.scarpin25/04/2016Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Literato Cantabile

    "Agora não se fala mais toda palavra guarda uma cilada e qualquer gesto é o fim do seu início; agora não se fala nada e tudo é transparente em cada forma qualquer palavra é um gesto e em sua orla os pássaros de sempre cantam assim, do precipício: a guerra acabou quem perdeu agradeça a quem ganhou. não se fala. não é permitido mudar de ideia. é proibido. não se permite nunca mais olhares tensões de cismas crises e outros tempos está vetado qualquer movimento do corpo ou onde que alhures. toda palavra envolve o precipício e os literatos foram todos para o hospício. e não se sabe nunca mais do fim. agora o nunca. agora não se fala, sim. fim, a guerra acabou e quem perdeu agradeça a quem ganhou. agora não se fala mais toda palavra guarda uma cilada e qualquer gesto é o fim do seu início; agora não se fala nada e tudo é transparente em cada forma qualquer palavra é um gesto e em sua orla os pássaros de sempre cantam nos hospícios. você não tem que me dizer o número de mundo deste mundo não tem que me mostrar a outra face face ao fim de tudo: só tem que me dizer o nome da república do fundo o sim do fim do fim de tudo e o tem do tempo vindo; não tem que me mostrar a outra mesma face ao outro mundo (não se fala. não é permitido: mudar de idéia. é proibido. não se permite nunca mais olhares tensões de cismas crises e outros tempos. está vetado qualquer movimento"

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 12
    • 5 estrelas67%
    • 4 estrelas17%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Torquato Pereira de Araújo Neto profile picture

    Torquato Pereira de Araújo Neto

    Jornalista de formação, foi poeta, letrista, agente cultural e polemista; defensor das vanguardas brasileiras, ativo na cena cultural, parceiro de Gil, Caetano, Gal, Bethânia e Glauber. Matou-se com 28 anos e um dia.

    12 Livros
    34 Seguidores
    Piauí, Brasil

    Torquato Pereira de Araújo Neto