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    O sonho da aldeia Ding -

    Yan Lianke

    Record
    2010
    304 páginas
    10h 8m
    ISBN-13: 9788501082053
    Português Brasileiro
    3.8
    86 avaliações
    Leram118Lendo10Querem183Relendo0Abandonos6Resenhas15
    Favoritos2Desejados183Avaliaram86

    No início dos anos 1990, os habitantes de um humilde vilarejo chinês, na província de Henan, passam a vender o próprio sangue em troca de dinheiro. A atividade rapidamente se propaga de maneira desenfreada na região - sem qualquer preocupação com o uso de agulhas esterilizadas ou com a quantidade de sangue retirada de cada pessoa. O real custo desse comércio caótico só vem à tona uma década depois, quando o país sucumbe a uma aterradora epidemia de Aids. Com base em três anos de pesquisa sobre o tráfico de sangue em sua província natal, Henan, O sonho da aldeia Ding é uma elegante tour de force literária. Um livro que confirma o talento de Lianke e, ao mesmo tempo, se coloca como uma dura e concisa observação do subdesenvolvimento no interior da China. A partir de uma pequena vila, onde o sangue é comprado e vendido livremente, e com terríveis consequências, o autor cria um romance que ilustra como a busca por riquezas drena os recursos naturais e contamina a vida da população.

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    Marlon Santana picture
    Marlon Santana17/08/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O Sonho da Aldeia Ding

    É início dos anos 1990 e os habitantes de um humilde vilarejo chinês, localizado na província de Henan, começam a vender o próprio sangue. A atividade ocorre de maneira desenfreada e sem o devido cuidado sanitário, ao mesmo tempo em que há prosperidade na aldeia, em que casas novas são erguidas, a população vai adoecendo. O livro é narrado em terceira pessoa por Qiang e há certas peculiaridades sobre o narrador, a leitura se mostra bastante fluida, apesar de alguns momentos mais descritivos e com tentativas de inserir metáforas ou floreios, a linguagem é, em sua maioria, simples. Como não leio sinopse, não sabia sobre qual tema o livro tratava e já se mostra trágico no início, depois disso fiz umas pesquisas e descobri que era inspirado em fatos que realmente ocorreram e isso tornou o livro mais interessante ainda, mesmo com toda carga que a situação apresenta. No aspecto narrativo, a inserção de metáforas ou até mesmo em florear algumas situações, foi algo que não me agradou tanto, mas que entendo a utilização. Porém, em algumas ocasiões me vi perdido na história, não sabendo em que período aquilo estava acontecendo ou quem estava envolvido, até porque os nomes não ajudam muito, principalmente no início. Há muitos aspectos culturais envolvidos, já que insere temas como casamento, dote, questões de honra características de sociedades orientais, assim como certos diálogos que estão mais próximos a essa realidade e com certeza com a época em que a história se passa. Vemos também como a ganância, a necessidade, a falta de informação e conhecimento podem fazer com que a sociedade sofra as consequências e há situações que não tem como voltar atrás e o interesse próprio, acaba sobressaindo ao coletivo.

    82 curtidas

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    Avaliações

    3.8 / 86
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas41%
    • 3 estrelas30%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas2%
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    Yan Lianke

    Yan Lianke começou a escrever na década de 70 para tentar escapar da fome e da pobreza da vila rural onde nasceu, na província de Henan, no centro-leste da China. Hoje ele é um dos mais célebres autores contemporâneos do país e tenta escapar de algo bem mais insidioso: a barreira da autocensura, levantada em razão dos limites impostos pelo Partido Comunista à produção intelectual. “Os escritores chineses têm sido controlados há 60 anos e praticam a autocensura de maneira inconsciente”, disse Yan em entrevista ao Estadão em sua casa, no sudoeste de Pequim. “A autolimitação que impomos a nós mesmos é mais terrível que a própria censura.” Com três de seus sete romances banidos na China, o escritor aceitou uma série de exigências dos censores na tentativa de publicar O Sonho da Vila Ding, que

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    Henan, China

    Yan Lianke