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    Rise of the Horde -

    Christie Golden

    Pocket Books
    2006
    368 páginas
    12h 16m
    ISBN-10: 0743471385
    4.4
    68 avaliações
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    Favoritos5Desejados35Avaliaram68

    Though the young Warchief Thrall ended the demon curse that had plagued his people for generations, the orcs still wrestle with the sins of their bloody past. As the rampaging Horde, they waged a number of devastating wars against their perennial enemy - the Alliance. Yet the rage and bloodlust that drove the orcs to destroy everything in their path nearly consumed them as well. Long ago, on the idyllic world of Draenor, the noble orc clans lived in relative peace with their enigmatic neighbors, the draenei. But the nefarious agents of the Burning Legion had other plans for both of the unsuspecting races. The demon-lord Kil'jaeden set in motion a dark chain of events that would succeed not only in eradicating the draenei, but forging the orc clans into an single, unstoppable juggernaut of hatred and destruction.

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    Skooblover30/12/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Rise of the Horde e a filosofia

    Rise of the Horde, de Christie Golden, é um romance fantástico no qual questões como a liberdade, o preconceito, a intolerância e o ódio, a democracia, a moral e o poder podem levar o leitor a refletir sobre o seu próprio papel na sociedade, assim como sobre a importância da autonomia de pensamento em meio a todas as imposições dos nossos governantes. Contudo, para discutirmos os possíveis problemas que sua leitura pode suscitar, temos que, no mínimo, conhecer a história. Essa fantasia fantástica parece tão distante da nossa realidade! No entanto, ela está mais próxima do que podemos imaginar, na medida em que suas contradições revelam questões com as quais nós temos que lidar frequentemente na nossa realidade. A partir da situação dos orcs nesse romance, podemos perceber o quanto a autonomia de pensamento é importante para a nossa vida. Por conta de sua inocência, os orcs foram facilmente manipulados. Apesar de serem criaturas pacíficas e honestas, eles não estavam preparados para refletir sobre o que Ner’zhul estava dizendo a eles. Durotan, por ter tido contato com os draenei e ter sido tão bem recebido em Telmor, assim como por ser um líder de clã prudente, foi crítico o bastante para duvidar de Ner’zhul. Entretanto, ele não teve autonomia suficiente para questionar Ner’zhul quanto ao sonho que o líder espiritual tivera. Será que era mesmo Rulkan? Será que Ner’zhul poderia ter tanta certeza de que os draenei eram os verdadeiros inimigos? Durotan não fez essas questões. Enquanto isso, os outros orcs foram tomados por medo. Diferente de Durotan, eles não tinham nem um pouco de autonomia de pensamento. Não eram nem um pouco críticos, e por isso foram facilmente manipulados. Mesmo não sendo orcs e não tendo draenei para exterminar, enfrentamos dilemas como esse todos os dias. “Será que é verdade o que este jornal está dizendo?”. Ner’zhul era uma autoridade entre os orcs, e por isso teve a falácia da autoridade ao seu dispor, ou seja, seu argumento não tinha razões bem fundamentadas, mas sim era fundamentado em sua figura. Isso parece muito familiar, não parece? Todos os dias temos notícias duvidosas nos jornais. Todavia, sem autonomia de pensamento, um indivíduo não pode ser crítico o bastante para questionar “qual é o fundamento para esse médico falar o que está falando?”. Cegamente se parte do pressuposto que “ele é médico, então ele é autoridade para falar sobre o que está falando”. O mesmo repete-se com outros profissionais: “ele é psicólogo, ele é geólogo, ele é colunista, ele é professor, ele é advogado, ele é político, então eles são autoridade para falar o que estão falando. Percebam que, na verdade, a validade de seu argumento não está na sua autoridade, mas em suas razões. Será que devemos considerar a autoridade de alguém ao analisar seus argumentos? Em filosofia, não; e, na verdade, em nenhum campo do conhecimento. A validade de um argumento está em suas razões, em suas justificativas. Além de serem inocentes, os orcs decidiram por focar nas coisas que dividiam e diferenciavam eles dos draenei. Isso apenas aumentou a intolerância. Ao invés de focar nas coisas que nos unem¸nós focamos no que nos divide: a cor da pele, o sotaque da nossa voz, a nossa cultura, as roupas que usamos. Cegamo-nos por diferenças triviais, ao ponto de condenar alguém simplesmente por seu gênero ou por sua cor de pele. Será que há alguma diferença no caráter e na conduta moral de uma pessoa por conta de sua cor de pele ou de seu gênero? Eu acredito que não, e penso que, após uma análise crítica simples, qualquer pessoa poderá perceber que, na verdade, essas diferenças são triviais, assim como as diferenças dos draenei e dos orcs. Entretanto, eles acabaram guerreando, não é mesmo? Pois é, essa fantasia não parece tão fantástica assim… Mas não foram só as diferenças que selaram a decisão de exterminar os draenei. Apesar de Ner’zhul estar sendo influenciado por Kil’jaeden, todos os clãs reuniram-se em uma reunião e escolheram democraticamente, em unanimidade, seguir o caminho que seguiram. Por que eles escolheram? Em outras palavras, a partir de uma escolha democrática, sobretudo unânime, isto é, sem nenhuma objeção, com todos concordando, os clãs decidiram por se unir para destruir os draenei. Isso não parece tão distante da realidade. 88% dos americanos apoiavam a guerra no Afeganistão em 2001 e 64% apoiavam uma ação militar contra o regime iraquiano em 2003. Apesar de ser o melhor modo de governo, na medida em que abre espaço para o confronto das opiniões contrárias, e da participação da sociedade, mesmo que de forma representativa, a democracia precisa de um aliado para evitar problemas como as guerras, tanto as reais quanto as fantásticas: a autonomia de pensamento. Será que se os americanos pensaram que milhares de crianças e mulheres morreriam em nome de intervenções militares? Será que os orcs pensaram que milhares de crianças e mulheres morreriam em nome das reivindicações de Ner’zhul e Gul’dan? Essas decisões são difíceis, mesmo através da democracia. Contudo, não são apenas decisões políticas que são complicadas. Durotan enfrentou momentos em que teve que fazer decisões que colocavam de um lado o que é justo e do outro a segurança do seu povo. Será que obedecer cegamente a ordens para garantir a segurança de um povo é justo? Será que há liberdade nessa situação? Fugir não seria uma opção? Até onde somos livres para decidir moralmente? Parece que por mais que sejamos livres para decidir moralmente, essas decisões são condicionadas pelo nosso ambiente. Se vivemos em um ambiente no qual não podemos dar alimentos a nossos filhos, não poderei alimentá-lo, mesmo que eu quisesse. Não há liberdade para eu deliberar em agir de modo a fazer o justo para com o meu filho, se não tenho condições de fazê-lo. Entretanto, há momentos menos extremos em que precisamos decidir entre fazer o justo ou perder o emprego, entre fazer o justo ou perder um ente querido, entre fazer o justo ou perder a própria vida. Alguns dirão que há certos princípios com os quais temos que fundamentar as nossas ações, outros dirão que não há princípio algum, isto é, cada situação determinará a maneira pela qual agiremos. Entretanto, uma coisa é correta: teremos dilemas e conflitos morais sempre, e teremos que agir. Ter autonomia de pensamento facilita o processo, na medida em que teremos mais possibilidades de pensamento, mais perspectivas de ação. Mesmo assim, parece que há momentos em que não temos escolha… Durotan hesitou durante vários momentos. Purgou a cidade de Telmor, matou Restalaan, mesmo sabendo que o mesmo havia poupado sua própria vida. A segurança de seu clã estava em risco, mas será que não havia outro jeito? Durotan poderia ter fugido e ter evitado essas situações, entretanto o agir moral diz respeito a cada um, e as escolhas de Durotan não podem ser mudadas. Mesmo assim, se Durotan e os outros orcs tivessem mais autonomia de pensamento, isso poderia ter sido evitado. Objeções racionais poderiam ter sido feitas a Ner’zhul antes de todos esses problemas acontecerem, e argumentos fortes, através da reflexão filosófica, poderiam ter sido desenvolvidos. No final, alguém poderia argumentar, após uma discussão democrática mais crítica durante aquela primeira reunião na qual Ner’zhul alertou os orcs sobre os draenei, “Ner’zhul, podemos nos reunir em uma só horda de orcs, e treinar para um possível combate. Entretanto, acho que deveríamos aguardar os draenei. Já que estamos na dúvida, deveríamos deixá-los retirá-la de nós, ao provar que são realmente nossos inimigos e nos atacar, ou ao continuar em paz conosco, como fizeram por muitas gerações”. Fantasia não é só magia e criaturas exóticas, nem apenas elfos ou anões, fadas e dragões, castelos, reinos, cavaleiros e princesas; ela também pode ser combustível para muita reflexão. E você, se fosse um orc, chefe de algum clã, como fundamentaria o seu argumento para refutar o de Ner’zhul sobre os draenei? -- Leia o artigo completo em Satisfação Desinteressada --

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    Christie Golden

    Christie Golden nasceu em 21 de novembro de 1963 em Atlanta, Georgia. Aos 13 anos de idade, Golden gastava tardes inteiras assistindo A New Hope. Após completar o ensino médio, Golden estudou na Universidade da Virginia, onde se formou em Inglês e passou um semestre do curso na universidade de Cambridge, na Inglaterra. Ela escreveu dezoito romances e dezesseis contos na fantasia, terror e ficção científica. Depois de procurar por cerca de sete anos uma editora para seu manuscrito e sofrer inúmeras rejeições, Golden foi contatada pela TSR para escrever um romance. Golden estreou a série Ravenloft da TSR em 1991 com seu primeiro romance - Vampire of the Mists, seguidos por Dance of the Dead e The Enemy Within. Golden escreveu pelo menos sete romances da série Star Trek: Voyager, incluindo

    42 Livros
    87 Seguidores
    Georgia, Estados Unidos da América

    Christie Golden