Segundo o prefaciador do livro, Marcelo Coelho, 'estamos cercados de moralismo por todos os lados: no Brasil de 2007, o "certo" e o "errado" assumem dimensões esmagadoras na mente das pessoas, ao mesmo tempo em que a vida prática parece escapar com facilidade das categorias absolutas com que costumamos exercer nosso julgamento. A "gangorra" a que se refere Denny Yang, no título deste livro, oscila claramente entre uma decisão correta, e outra não, que caberia ao protagonista Mário - um guitarrista com muitos ideais e pouca força de vontade - tomar no intervalo de algumas poucas horas. Mas o dilema relativamente simples que estrutura a narrativa constitui apenas o aspecto exterior, mais assimilável ao moralismo rígido do "certo" e do "errado", que estamos habituados a empregar no cotidiano.'
