O livro foi escrito no final da década de 40, mas é impressionante a forma como o autor descreve a condição humana com suas características que perduram e se acentuam. Uma das crônicas apresenta a valorização exacerbada da exposição e compartilhamento dos nossos momentos de diversão.
A exposição que muitas vezes ganha mais relevância que a própria fruição dos bons momentos, a necessidade do reconhecimento, traduzida contemporaneamente em curtidas e números de seguidores nas redes sociais já dava os seus sinais 80 anos atrás. A crônica traz essas particularidades captadas e descritas com a costumeira sensibilidade deste grande escritor brasileiro, que dentre inúmeros outros assuntos, escreve sobre a fome, a diferenciação entre o direito e a moral, a individualização extremada, e também casos mais leves e divertidos, mas não menos importantes como o fato de o brasileiro tomar mais banho que os "norte-americanos," "americanos" "estadunidenses" ou "estado-unidenses" como preferir.