Entrevistas com arquitetos -

    Hanno Rautenrberg

    Viana e Mosley
    2009
    166 páginas
    5h 32m
    ISBN-13: 9788588721531
    Português Brasileiro

    Nessa publicação o autor conversa com os mais célebres arquitetos da atualidade sobre suas aspirações, as influências em sua arquitetura e se seus projetos podem mudar o mundo. Informativa, acessível e ricamente ilustrada, essa fascinante coleção de entrevistas oferece uma oportunidade para comparar contrastar e conhecer os brilhantes arquitetos que estão moldando o mundo em que vivemos. Com mais de 50 fotos e entrevistas, textos descritivos e analíticos, a obra apresenta os maiores nomes da arquitetura contemporânea entre eles: Oscar Niemeyer, Norman Foster, Frank Gehry, Zaha Hadid, Rem Koolhaas, Daniel Libeskind, Herzog & de Meuron, Peter Zumthor entre outros. Com uma abordagem abrangente, sem limitações, o livro reúne detalhes das opiniões desses profissionais sobre a arquitetura em geral, de onde tiram sua inspiração e até que experiências constribuíram para sua formação.

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    Francinni 14/03/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O livro interroga 19 dos mais célebres arquitetos com assuntos imprescindíveis a profissão, se tornando uma verdadeira fonte de inspiração para os aprendizes mortais - não por acaso é o primeiro livro sobre arquitetura que leio após estar oficialmente graduada. O alemão Hanno Rauterberg, renomado crítico de arquitetura, conversa com os ilustres arquitetos da atualidade sobre o estado da arquitetura hoje em dia, suas aspirações, as influências em sua obra e se seus projetos podem mudar o mundo. Entre os entrevistados estão nomes de diferentes movimentos e lugares no mundo, como por exemplo: Norman Foster, Cecul Balmond, Peter Eisenman, Frank gehry, Zaha Hadid, Daniel Libekind, Oscar Niemeyer, entre outros. A Introdução do livro, intitulada: 'Modernismo Digital, porque a arquitetura é mais popular do que nunca' faz um apanhado de questões importantes que aparecem em muitas das entrevistas: 'Seus projetos acrescentam o quê? Ainda existem Vanguardas? E será que podem transformar o mundo com sua arquitetura? Elas são apenas grandes esculturas, algo apenas para os de nível educacional elevado? Ou o que os visionários sonhavam no início do século 20 é realmente possível? Será que os arquitetos podem sensibilizar um grande número de pessoas, renovar cidades e até mesmo se tornarem um símbolo de mudança?'. As questões não são técnicas ou estéticas, elas abrangem sobretudo a questão social - Para que estamos construindo? Raunterberg ousa algumas provocações aos arquitetos em alguns momentos, como quando diz para a iraniana Zaha Hadid: 'The Times chamou-a de a mais odiada arquiteta da Inglaterra'. Quando diz que os prédios de Zaha 'têm algo preescritivo, mesmo que pareçam flexíveis', a iraniana parece perder a calma quando diz 'Você está querendo discutir?... Você provavelmente não gosta da minha arquitetura.' É um livro interessante para compreendermos questões indispensáveis à profissão, além disso, sem perder o profissionalismo e fugir de assuntos relacionados à arquitetura, o autor trás o lado mais humano dos arquitetos. Trecho do livro: "Eu gostaria de parar de falar de arquitetura. Eu preferia falar sobre literatura, mulheres e ciência. Se me fosse concedido um desejo, então que todo mundo fosse igualmente próspero, por favor. que todo mundo fosse feliz. Atualmente, o mundo me parece terrivelmente desajustado. Há insatisfação por toda parte; muitas pessoas não acreditam no futuro; o dinheiro reina supremo. Até memso por essa única razão, a arquitetura não pode ser a resposa. A arquitetura não é importante, o mundo é importante, e nós temos que mudá-lo. Esse é um mundo de merda." Oscar Niemeyer

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