Pilatos -

    Carlos Heitor Cony

    Alfaguara
    2009
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-13: 9788560281879
    Português Brasileiro

    Nono romance de Carlos Heitor Cony, Pilatos é um dos livros mais importantes na obra do autor e, também, um de seus preferidos. Tornou-se uma obra emblemática por fazer uma sátira incisiva sobre a situação política e a contestação no Brasil durante os Anos de Chumbo. "É a minha visão do mundo, e acho que vou morrer com ela", disse o escritor, que, após tê-lo publicado, sentiu-se tão satisfeito com o resultado da obra que decidiu não mais escrever. O ano era o de 1974. Cony passou então 23 anos sem publicar nenhum outro romance, até sua volta à literatura com o consagrado Quase memória, de 1995. Pilatos conta a epopeia às avessas de um homem que, após passar por uma série de amarguras na vida, é vítima de um atropelamento e vaga pelas ruas do Rio de Janeiro carregando seu órgão sexual mutilado num vidro de compota. Em seu caminho, pontilhado de aventuras picarescas, encontrará os personagens mais bizarros do submundo da cidade. "Sei que a história existe, está escrita e inscrita em minha carne", diz o memorável personagem de Cony ao narrar suas absurdas aventuras Vagando numa jornada sem propósito, pontilham sua história bêbados, beatas, fascistas, mendigos, cineastas, sacristães, donos de bares infectos e policiais truculentos, cada qual tentando ganhar a vida à sua maneira. E, ao seu lado, vai o leitor, surpreso com cada novo desdobramento e cada inesperado personagem da considerada obra-prima de Cony.

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    Silvio Marcos Coghi19/03/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    ahahahahahah....QUAMURRIDIRRI....Geeeente, que loucura! Não é um livro de humor, de piadas etc. e tal, é crítica/sátira/ironias à sociedade brasileira, mais especificamente à carioca dos anos 70; pode ser para a época atual também. O autor mexe com muitos pontos da sociedade, tais como o regime militar, comunismo, fascismo, violência e pobreza urbanas, malandragem (a criatividade dos malandros), vigarice, virilidade, mentiras enaltecedoras. Um fantasiava um pênis exageradamente grande e viril - homem nenhum diz ter o "distinto" pequeno e/ou flácido -, que satisfazia sexualmente todas as mulheres, que eram muitas. Um tarado ninfomaníaco que se masturbava até seis vezes seguidas (putz!) Apesar de alguns termos considerados chulos, usa um português fenomenal, uma gramática puríssima e de alto nível. Até aprendi várias palavras novas (e até chiques!), arquimandrita, estro, avoengo, panarício!! É o primeiro livro desse famoso autor que leio, procurarei outros.

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