O professor paroquial é uma figura bem característica e original na história da colonização teuto-brasileira. Seu surgimento tem raízes na tradicional preocupação com a questão escolar entre os imigrantes alemães e seus descendentes na tentaiva de estabelecerem-se econômica e culturalmente nas colônias a eles destinadas. E as funções do professor paroquial junto às comunidades rurais eram muito mais amplas e diversificadas do que meramente docentes e restritas à escola. Lúcio Kreutz investiga justamente esta multiplicidade de funções deste professor enquanto agente educativo na escola e na comunidade. Pois foi ele um elemento de unificação, um agente de síntese e promoção das percepções do grupo humano no qual se inseria ativamente, no campo social, político, religioso e cultural.