Digamos que eu não teria me interessado por esse livro se a sinopse não tivesse me prometido todo o auxílio para o que eu mesma pretendo escrever. Na verdade, foi ele quem acentuou o meu interesse pela África, e não só para a minha própria obra, mas pelo prazer de conhecer uma cultura de uma vastidão de sub-culturas encantadoras.
Ford dá um novo significado à palavra "negro", a cor que faz os descendentes daquela terra primeva se sentirem subestimados. É uma das razões pelas quais eu indico o livro a qualquer pessoa, aliás. Mais ainda, a análise que ele faz das mitologias africanas também pode ser aplicada a todas as mitologias espalhadas pelo globo, pois ele nos revela que nós somos os verdadeiros heróis, trabalhando sempre com a nossa psique enquanto revela curiosidades que nos faz esquecer de todas as discriminações sobre o povo africano.
É um livro incrível, inspirador, e eu não poderia diminuí-lo em qualquer aspecto. É claro que o leitor precisa antecipar a certeza de que será instigado a trabalhar o pensamento, tanto para compreender o autor quanto para usufruir do conhecimento que é transmitido. Eu não posso dizer, então, que é uma linguagem fácil. E ele também é delicioso por isso.
Enfim, posso tomar as palavras de Ford em sua despedida:
"Porque esses heróis e heroínas com rosto africano acabam de revelar o herói dentro de mim".