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    A trégua -

    Primo Levi

    Companhia de Bolso
    2010
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788535917208
    Português Brasileiro
    4.3
    319 avaliações
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    Primo Levi (Turim, 1919-87) inscreveu seu nome entre os maiores escritores do século XX, a partir da experiência de prisioneiro e sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz. Sua prosa literária tem a força expressiva das narrativas em que a voz da testemunha alia-se ao trabalho da memória e da recriação da vida nos limites máximos da dor e da destruição. A trégua narra a longa e incrível viagem de volta para casa depois da libertação de Auschwitz e do fim da guerra. Numa Europa semidestruída, o autor e vários companheiros de estrada viajam sem destino pelo Leste até a URSS, premidos entre as ruínas da maior de todas as guerras e o absurdo da burocracia dos vencedores.

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    Afonso P19/02/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Um pesadelo depois do maior pesadelo

    Depois de ver tantos filmes e ler alguns livros sobre II Guerra Mundial e Holocausto, essa obra toca em uma ferida que eu, e creio que muitas outras pessoas, nunca havia pensado a respeito : como foi o período pós libertação dos campos de concentração. Talvez seja porque tenhamos uma idéia meio “filme da Disney” de que todos viveram felizes para sempre após a libertação. E como houve o reconhecimento do estado de Israel e uma diminuição do anti-semitismo, construímos uma ideia de que o pós guerra foi apenas de alívio para o povo judaico, apesar dos óbvios e imensos traumas. A escala do sofrimento nesse período pós-libertação é apenas amenizada, mas ainda assim seguem presentes a fome, o frio, o desamparo e a solidão. Sobre o livro em si, é uma continuação de “É Isso um Homem” na qual Primo Levi descreve e transmite de forma muito competente o sofrimento e o medo de morrer mesmo depois da libertação pelos soviéticos. O relato em primeira pessoa funcionou mais para mim no primeiro livro pois, de forma geral, sabemos as razões de existirem os campos de concentração e um relato pessoal de como era sobreviver ali é fascinante, embora macabro. Embora não seja uma falha do livro, “A Trégua” segue com esse relato mais pessoal e senti falta de saber como foi a libertação de outros campos de concentração e como o tema foi tratado pelos Aliados, que provavelmente estavam focados em seguir com a invasão da Alemanha e conquista de Berlim.

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