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    Sobre a Filosofia Universitária -

    Arthur Schopenhauer

    Martins Fontes
    2001
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-10: 853361442X
    Português Brasileiro
    4.3
    28 avaliações
    Leram54Lendo1Querem34Relendo0Abandonos1Resenhas1
    Favoritos7Desejados34Avaliaram28

    Ressaltando a importância da reflexão individual, crítica e livre dos vícios escolares, este ensaio mostra o quanto é equivocado um tipo de comparação que privilegia nomes consagrados, enfraquece a força de um pensamento ainda hoje tão instigante e não enxerga a originalidade de uma filosofia tão antidogmática quanto a de Arthur Schopenhauer, marcada pela recusa de todo sistema fechado. Tradução, textos introdutórios e notas: Maria Lúcia Mello Oliveira Cacciola e Márcio Suzuki. Páginas: L + 94.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Itallo Nardi picture
    Itallo Nardi05/09/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Uma crítica à conformidade intelectual

    Desde já perdoado o anacronismo, muitas das críticas à Filosofia Universitária, neste livro, mostram-se ainda válidas nos tempos contemporâneos. No livro, Schopenhauer demonstra como as universidades acabam por suprimir o pensamento crítico na medida em que estabelecem um tipo de conformidade intelectual. Ao mesmo tempo que faz sérias e ásperas críticas às instituições acadêmicas, a obra diverte ao praticamente pôr Hegel num ringue intelectual numa personificação das suas críticas.

    1 curtida

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    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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