Quando se vive um sacrifício com amor, a alma parece dilatar e crescer. A mortificação parece ser o fim de algo, mas é o recomeço para alcançar a plenitude de forma antecipada. Pela cultura do prazer, o ser humano perde o sentido da transitoriedade da vida e vive do que é aparente e sensível. Neste sentido, mortificar-se torna-se um caminho essencial de purificação de toda superficialidade e vaidade da vida neste tempo presente para respirar a transcendência da vida de Deus. A Cruz de Cristo é a prova de que a vida no amor supera todo sofrimento. A lógica do amor passa pela aceitação das provas e dificuldades, permitindo-se um constante desenvolvimento humano na vivência das virtudes. Não existe crescimento ou progresso sem empenho e esforço. A mortificação ajudada a forjar o caráter do perseverante de forte vontade. Não haverá vitória para os cômodos e preguiçosos, pois estes estão escravizados pelo prazer. Diante de uma vida indisciplinada na busca de si e de suas paixões, o “agradável” é o pobre sentido de quem escolheu viver sem conquistas e sem esperança.

